terça-feira, 7 de agosto de 2012

VIDA APÓS A MORTE: para onde vamos quando morremos?



Quando nosso corpo físico morre no final do período de uma vida terrena ou encarnação, nossa alma nasce para o mundo espiritual, sua morada original.

"A cada um será dado conforme suas obras" resume de forma brilhante o que ocorre após nossa morte.

Há uma distorção grande em relação à construção da imagem de um Deus que castiga e pune seus filhos pecadores. Isso porque o livre arbítrio nos é de direito, é uma verdade incontestável, entretanto, a lei do retorno ou karma mostra, não só pelos olhos da espiritualidade, que toda ação gera consequência. Essa é uma lei universal que nós seres humanos precisamos compreender bem antes de colocar a culpa em Deus, ou ainda temer sua fúria, grande erro!

Deus nos criou por amor, e é por isso que quer que evoluamos. Castigo não existe! Existe consequência aos nossos atos. Sim, sempre há o retorno para qualquer atitude, no entanto isso não é castigo... É uma reação aos nosso atos.

Se você joga um tijolo para cima, em menos de um segundo ele cai. Se você estiver embaixo, ele provavelmente vai bater com força em seu corpo podendo te machucar. Quanto mais força você coloca para arremessar o tijolo, maior será o impacto na queda. Lembre-se; o tijolo estava parado, foi você quem quis jogá-lo para cima. Aí perguntamos: foi Deus quem castigou?

Não! Foram as leis do universo que se manifestaram. E qual a diferença em relação aos nossos atos?

Nenhuma, a não ser pelo fato que as coisas acontecem em um tempo um pouco diferente! Com isso a máxima "A cada um será dado conforme suas obras" segue valendo.

Você pode até dizer que essa comparação não tem qualquer relação com nossas vidas, mas tem sim. O grande equívoco humano é não compreender as leis universais que regem a evolução de nossa espécie. Isso nos atrapalha muito, nos rouba tempo, nos aprisiona. Precisamos ir ao encontro dessas verdades que nos libertarão.

Existe céu e inferno?

Sim, mas são estados de consciência, criados por nós mesmos.

Quando desencarnamos, a nossa sintonia espiritual, resultante de nossos atos, padrão moral, caráter, ética, nos leva por atração magnética, para dimensões de mesma sintonia. Mais uma vez reiteramos, não existe castigo de Deus, existe consequência aos nossos atos!

Quer saber se vai para o inferno ou umbral quando você desencarnar no final dessa existência?

Não precisa chegar até esse dia para saber, pergunte-se agora, avalie-se:

-O que eu estou emitindo para o universo? É amor, ódio, alienação e lixo psíquico?

-Como me sinto agora?

-Quais são as minhas atitudes, meu padrão moral e minha ética?

-Tenho amor dentro de mim e expresso aos meus semelhantes e ao mundo a minha volta?

-Amo o meu próximo como a mim mesmo?

-Faço para o outro somente aquilo que quero que façam comigo?

É isso!

O tipo de morada que sua alma imortal vai encontrar após sua passagem no final dessa vida depende muito das respostas das perguntas acima...

Reflita.

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É típico da sabedoria universal nos levar para a morada que melhor for adaptada ao nosso estado de consciência.

Por exemplo:
Se você não compreende o grave erro que é cometer suicídio, ou seja, abreviar a sua experiência terrena, sem que nenhum benefício seja conquistado com isso, é quase lógico que a pessoa será atraída para zonas do plano espiritual em que a dor e o sofrimento serão companheiros de caminhada. Não porque há um Deus que pune. Ao contrário, há uma sabedoria suprema que proporciona ao ignorante das verdades universais a ferramenta pedagógica precisa que o leve a um aprendizado necessário ao seu nível evolutivo. "Não dê pérolas aos porcos" resume muito bem essa questão. Aprenderemos pelo amor ou pela dor, só não temos como trancar a lei máxima de evolução constante, ou seja, temos que aprender, de um jeito ou de outro.
Nesse caso citado, a exposição de um suicida em condições tão adversas, dizima qualquer orgulho, vaidade, materialismo, arrogância, pela reflexão provocada com profundidade ("na base da força"), o que na vida terrena, lhe foi dada à chance de ter feito por espontânea vontade, pelo caminho da consciência e do amor. Todavia, como a opção pelo amor não surtiu efeito, a dor se faz necessária.

Por quanto tempo?

Até que as leis que regem os acontecimentos se façam...
Até que a vontade de Deus prevaleça...
Até que os níveis de consciência, mesmo que de formar modesta, sejam elevados...
Até que a luz clareie a escuridão...
Até que da lama nasça a Flor de Lótus...

E é assim...

O plano divino, com essa paciência e amor incondicional por todas as criaturas, promove condições para que vida após vida possamos seguir evoluindo.

Ir para o céu ou para o inferno depende exclusivamente de nós mesmos. A todo o momento podemos tomar decisões que nos sintonizem com essas duas frequências opostas. E, mais uma vez: "Orai e vigiai" torna-se uma das mais importantes ferramentas que temos.

Poderíamos aumentar o conteúdo desse texto trazendo exemplos mais claros das cidades astrais, tanto de luz ou de trevas, para onde somos literalmente tragados após nosso desencarne, sempre pela nossa sintonia energética... Contudo o que importa é o aprendizado na prática desse importante tema. E para trazer para a prática, para realidade do dia-a-dia de sua vida, basta que você olhe para a realidade atual do Planeta. O que ocorre por aqui, de alguma forma é a extensão do que acontece nos planos mais sutis. São áreas de guerra e de paz. Não nos referimos apenas aos países em conflito e guerrilha. Pense também no caos urbano, no trânsito, na falta de respeito entre os semelhantes.

Não deixe para pensar na morte apenas quando a idade avançar. Pensar na morte com olhar da evolução espiritual não é pessimismo é consciência!

Quantos de nós já estão no inferno, em suas depressões, egoísmos, materialismos e doenças e vícios das mais diferentes espécies.

Quantos de nós já vivem no céu em seus estados de paz, harmonia, paciência, bem querer e plenitude!

São tantos exemplos, olhe a sua volta...

O inferno é ilusão, dor, controle, apego, medo, egoísmo, negligência, fascínio, vaidade, futilidade.

O céu é o amor, a entrega espiritual, a paciência, a tolerância, o respeito, o perdão, a gratidão.

Onde você está hoje?

No céu ou inferno?

Para onde você vai amanhã?

Depende de você!

Acredite, é possível estarmos no céu, acho que estamos no caminho...

Por: Bruno J. Gimenes
Fale com Bruno: bruno@luzdaserra.com.br

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

REIKI, UMA PONTE PARA A LUZ




O CONTEXTO ATUAL DA EVOLUÇÃO DA HUMANIDADE

Na atualidade, estamos imersos em um universo repleto de sentimentos negativos, promovidos por atitudes densas, pessimistas e materialistas. Essa atitude comportamental é o grande veneno e o maior obstáculo para a nossa evolução.
Os sentimentos negativos que criamos geram ondas de frequência energética nociva, como se fossem descargas constantes de energias densas. Essas por sua vez se acumulam na crosta terrestre, dissipando-se pelo Planeta como se fossem grandes massas de ar na atmosfera.  A grande diferença é que esse tipo de concentração de energia é muito sutil, ou seja, inicialmente sem forma física condensada, por isso a maioria das pessoas não percebe.
O que isso sugere é que estamos o tempo todo sendo banhados pelo acúmulo das energias que nós mesmos criamos, pois, comparando com a poluição ambiental tão evidente em nosso Planeta, pode se dizer, que é a mesma coisa, porém, o agente poluente nesse caso é o nosso padrão psíquico desajustado.
Essa massa de energia negativa criada e acumulada volta para nós mesmos, assim como as queimadas e outras emissões de gases na atmosfera, que tem destruído a camada de ozônio, tão importante para a qualidade de vida na Terra. Ou seja, a lei da ação e reação mostra que todo esse padrão vibratório negativo criado retorna para nós mesmos, os originais criadores do “problema”. Quando essa energia volta para quem cria, o ciclo só tende a continuar e aumentar cada vez mais, visto que o padrão negativo estimula que as pessoas fiquem cada vez mais negativas e menos conscientes da necessidade de sair desse ciclo.
Isso explica o fato que algumas cidades são mais desenvolvidas em aspectos humanos e sociais e outras tão calamitosas, os próprios moradores de uma cidade criam a vibração específica que vai ditar a harmonia ou a desarmonia existente naquela região. No Brasil e no mundo todo, existem “Minas” e “Torres” de energia.
Minas são centros geradores de energia vibracional densa e nociva, graças ao padrão vibratório das pessoas e da influência energética nociva de seus antepassados.
Torres são centros transmissores de energia positiva, criada pelas próprias pessoas, e principalmente pela influência positiva dos elementos da natureza como o clima, a geografia, a vegetação e também pela grande distância em relação às Minas.
Estar em ressonância é quando se cria um padrão vibratório parecido com aquele que já existe, ou seja, se um indivíduo cria atitudes positivas, direta ou indiretamente ele estará conectando com a mesma frequência gerada. Fazendo uma analogia com as ondas de rádio, pode-se dizer que cada ser humano está sintonizado a uma determinada rádio (a estação é a atitude e o comportamento pessoal que sintoniza). Quando geramos atitudes positivas, as músicas que tocam também são positivas, desta maneira ouvem-se, cantam-se essas músicas. Outro fato importante, é que outras muitas pessoas podem estar sintonizadas a essa mesma rádio, criando uma comunhão energética entre todas elas. Só o fato de gostarem dos mesmos tipos de músicas ou estarem conectadas a mesma frequência da rádio, já cria-se uma afinidade entre essas pessoas. Essa afinidade gera uma vibração característica que pode ser positiva ou negativa dependendo da qualidade da intenção, dos sentimentos e pensamentos envolvidos. Por isso, pode-se dizer que os ouvintes dessa mesma sintonia estão em ressonância.
Da mesma maneira citada anteriormente, quando criamos atitudes negativas e nocivas, também produzimos uma frequência de sintonia negativa, ou seja, de frequência menos elevada, que vai gerar uma ressonância com outras pessoas de mesma vibração.
O mais importante disso tudo é que se compreenda o fato de que quando estamos conectados a determinada frequência, as nossas atitudes são totalmente baseadas e estruturadas no que “ouvimos” nessa rádio. Isso quer dizer que se na estação de rádio toca as “músicas” de sentimentos e atitudes negativas como raiva, ódio, medo, apego, tristeza, orgulho, o indivíduo vai produzir atitudes em sua vida nesse mesmo padrão.
A importância da compreensão desses conceitos é essencial para que cada ser que vive nesse Planeta tenha consciência de que cada atitude ou ação criada gera uma reação com mesma intensidade e que ressona com quem cria, ou seja, alimenta as atitudes da pessoa e dita sua forma de viver a vida. Quando se está conectado a uma rádio de baixa frequência, os impactos negativos podem ser verdadeiramente avassaladores, criando uma desarmonia muito grande, não só em alguém individualmente mas também em todo o Planeta, pelo efeito da ressonância.
O lado otimista dessa visão é que se pode usar a mesma lei natural para ajudar o Planeta a evoluir. “Quando evoluímos, ajudamos o mundo a evoluir”, o que é perfeitamente possível, visto que as nossas atitudes positivas podem também, em ressonância com outras, criar uma massa de energia positiva e ditar uma nova atmosfera de harmonia.
 Aqui na Terra, somos regidos pela Lei do Livre-Arbítrio e isso sugere que cada um é senhor de suas escolhas, porém também recebe de volta tudo aquilo que gerar, pois  enfrenta as consequências de suas decisões, sejam elas positivas ou negativas (lei do retorno).
Ainda explorando um ponto de vista positivo e otimista, o conjunto de situações catastróficas produzidas pelo homem despertou um novo prisma no plano Astral Superior, que se encarregou de enviar “ajuda”. Nos últimos trinta anos, todas as pessoas estão sendo banhadas por um nível de ajuda extrafísica muito intenso. Ainda assim, não podemos deixar de ressaltar que essa ajuda só virá se as pessoas estiverem “abertas” a ela, afinal este é o Planeta do livre-arbítrio.
Muitas novidades positivas foram surgindo naturalmente para ajudar na evolução espiritual dos seres humanos, paradigmas espirituais e religiosos foram quebrados, mais liberdade de expressão foi conquistada, porém o maior ganho que a humanidade teve foi a “aparição” de algumas ferramentas verdadeiramente importantes para elevar o padrão vibratório das pessoas. E dentro dessas valiosas dádivas, consideremos o Reiki.

O REIKI COMO UM PRESENTE DE DEUS PARA SEUS FILHOS

Um dos maiores presentes a nós enviados com o propósito de elevar a frequência vibratória do Planeta foi o Reiki; que é um sistema de cura natural livre, sem paradigmas, o qual cria uma conexão direta e amplificada com o plano astral superior, moradia da consciência, pureza de sentimentos e perfeição. Por isso, quando se conecta a energia do Reiki, a pessoa se liga à pureza e perfeição presentes no plano superio. A sintonia com o Reiki passa oferecerr uma orientação interna nas atitudes pessoais do plano físico em que estamos inseridos. Reiki é uma ponte para as mais elevadas frequências de energia, pois mesmo estando aqui na Terra, traz para aquele que se conecta, a oportunidade de receber a pureza e paz do astral superior, como se estivesse lá.
Reiki acelera a nossa vibração a níveis tão sutis e positivos que além de nos proporcionar a cura do corpo físico, gera alteração em nossos planos mentais, emocionais e espirituais. isso é a verdadeira cura, completa, profunda.
Quando se está conectado ss energias balsâmicas do Reiki, o indivíduo também experimenta a ressonância que esta sintonia cria com os seres iluminados, anjos, mestres, mentores e amparadores espirituais.   
Receber Reiki diariamente, seja em uma autoaplicação ou de uma outra pessoa, faz com que possamos alcançar um nível mental de consciência muito elevado e positivo, criando atitudes sublimes, evoluídas, as quais são responsáveis por inúmeros benefícios e conquistas pessoais.
O uso contínuo dessa força de alta frequência, por longos períodos, gera um nível de energia máxima no indivíduo, proporcionando evolução espiritual, mental, emocional e por consequência, muitas novidades positivas em sua vida material e afetiva.
O Reiki é um gerador de alta potência com capacidade ilimitada, e nós os seres humanos, somos pilhas recarregáveis. Se nos desconectarmos, a nossa carga se dissipa,  nosso campo de força se dissolve (nossa consciência) e passamos a ser “marionetes” de frequências de vibrações inferiores, regredindo, adoecendo e principalmente negligenciando ao propósito pelo qual estamos aqui na Terra: a evolução.

Missão do médium




Você que tem mediunidade e trabalha com ela, já deve ter pensado por que foi escolhido, ou por que tem esse dom e, provavelmente, ao longo do seu caminhar também deve ter pensado no porquê de ter sido escolhido. Mesmo aquelas pessoas que já ouviram em algum momento que tem que desenvolver a mediunidade, com certeza, ficaram pensando em como e porquê fazer isso.

Aliás, sei que muita gente "desenvolve" a mediunidade por medo do que pode dar errado, caso não o faça, e não por vontade própria ou de forma espontânea.
Os mentores sempre brincaram dizendo que quase ninguém vem para o caminho espiritual, que as pessoas despencam, esparram-se ladeira abaixo quando estão sofrendo. E que alguns encontram nesse caminhar um sentido da vida.

Mas, então, qual a missão do médium? Pergunto o que você sente a esse respeito, porque por mais que já tenhamos ouvido alguma coisa que consideramos importante, temos que ouvir a voz interna, respeitar aquilo que sentimos, pois mediunidade começa dentro de nós, no coração, no sentimento e nas sensações. Não é algo externo. Afinal, nós somos os médiuns, os sensitivos, somos aqueles que por um motivo conhecido ou desconhecido temos o dom de uma percepção mais aguçada do mundo à nossa volta, e também do mundo interior.
Ao longo desta vida, porque no meu caso nasci médium, percebo que o primeiro passo dessa missão é o autoconhecimento. Um médium antes de querer exercer seu dom, lapidar seu talento, ajudar as pessoas, precisa se conhecer e vencer seus próprios tormentos, porque os primeiros passos dessa trilha costumam ser feitos quase no escuro.

Já pensei se seria um teste, mas cheguei à conclusão que se trata de um empurrão. Porque quem em sã consciência com tudo dando certo, com relações afetivas e familiares amorosas e tranqüilas, com dinheiro, um bom trabalho e felicidade procuraria uma compreensão maior da vida e dos desígnios divinos?

Sinceramente, acho que pouca gente sequer olha para o lado espiritual quando as coisas estão bem. Então, se as coisas estão mal, além de olhar, pedir ajuda, ou de querer, de repente, ser médium e salvar o mundo, vamos precisar ser humildes e nos salvar. Mudar comportamentos, vencer o karma familiar, que normalmente é pesado e cheio de rebarbas complicadas. A vida é assim...
As pessoas não são perfeitas e nós não somos perfeitos.
Acredito numa mediunidade ativa, no sensitivo, no médium que estuda, que aprende, mas não apenas nos livros, nem apenas com os espíritos que recebe, nem nas mensagens que canaliza. Precisamos aprender com a vida, com aquilo que conseguimos fazer de bom e também com aquilo que dá errado.
O médium é como diz a palavra: um mediador, alguém que transita entre o mundo material e o mundo espiritual. Mas vale perguntar: que parte do mundo espiritual esse médium freqüenta?

Porque não existe apenas um mundo. Existem vários mundos e o que define por onde você anda ou, no caso, é levado, é a sua conduta. Honestidade no mundo dos homens é fundamental para garantir o acesso aos portais superiores do espírito. Assim, não basta ver espíritos e se comunicar com o além. Precisamos conectar bons espíritos e, para isso, é necessário aprimorar nossa natureza, pois ainda que tenhamos nascido com lindos dons e talentos, se não lapidarmos o caráter, esses presentes se perdem numa nuvem de poeira.
Penso que não apenas a missão do médium, mas a de todos nós, é antes de querer salvar o mundo, cuidar de si mesmo, do seu aprimoramento, de cultivar a sua luz e o entendimento, amor e perdão para enfrentar as lições que o karma nos trouxe.

Confira os ensinamentos e meditações curativas que Maria Silvia ensina participando de um dos seus grupos. Venha participar do seu
Grupo de Meditação Dinâmica que acontece todas as quartas-feiras, no seu espaço em São Paulo. Venha ouvir pessoalmente as canalizações.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

REFLEXÃO


"É muito melhor perceber um defeito em si mesmo do que dezenas no outro, pois o seu defeito você pode mudar. Seja a mudança que você quer ver no mundo." - Dalai Lama

Eis uma mania do ser humano: julgar e apontar o dedo para as pessoas que lhe cercam. Às vezes, me parece até que é cultural esse negócio de falar da vida dos outros e dar vereditos sobre suas atitudes e decisões. Tudo dentro do justo e do que se considera correto, mas eu lhe pergunto: e daí, que diferença isso fará na sua vida?
O julgamento é uma atitude injusta pois nunca saberemos a verdade do outro nem seus motivos ou sentimentos e, por mais que saibamos, não temos o direito de julgar porque cada ser humano é único e movido por sua história pessoal.
Ao adotar uma atitude de crítica, você cultiva sentimentos densos que desestabilizam o seu campo energético. Sendo asim, falar dos outros ou julgar faz mal, em primeiro lugar, para nós mesmos. Somos nós quem nos conectamos com emoções inferiores, trazendo-as para o nosso campo aúrico. Não abra essas portas para as energias negativas. Para nos mantermos equilibrados e concetados com o bem, não basta orar e acender incenso. É preciso cultivar atitudes diárias de amor e respeito. 
Se você tem o movimento da mudança dentro de si, use-o para seu proveito. A única pessoa que você pode mudar é a si mesmo. Pare de perder tanta energia com o outro e foque nas suas inferioridades. Essas sim precisam de sua atenção e reflexão. Então, meu amigo, encerre esse ciclo do julgamento e seja responsável, somente, pelas suas mudanças!
Um bom dia para todos nós!
Namastê.

  • Postado por: Karina Sensales

  • Espiritismo X Espiritualismo – doutrinas diferentes


    "Fé inabalável só o é a que pode encarar frente-a-frente a razão em todas as épocas da Humanidade".
    Allan Kardec

    Frequentemente sou abordada por pessoas que questionam acerca das diferenças entre Espiritismo e Espiritualismo. Perguntam, ainda, se ambas as doutrinas não seriam a mesma coisa.

    Em verdade, a maior parte das questões formuladas não são pronunciadas exatamente dessa maneira. Muitos indagam se sou ‘espírita kardecista’ ou se sou ‘espírita de mesa branca’. Tem também os que desejam saber se no Centro Espírita onde desenvolvo minhas tarefas fazemos trabalhos de macumba ou reuniões mediúnicas públicas. E por aí vai. As perguntas são as mais variadas e a maioria delas reflete um grande desconhecimento do público sobre o tema.

    Importante frisar que essa confusão não acontece apenas nos meios não-religiosos. Ela é muito freqüente entre os espiritualistas que em sua maioria não conhecem as bases filosóficas da doutrina à qual pertencem.

    Obviamente, não é à toa que tal fenômeno ocorre. São fatores históricos que geraram tais confusões que, aliás, parecem ser de senso-comum, uma vez observada a naturalidade com que muitos afirmam que todo culto afro-católico é uma doutrina espírita, o que não é verdade. Kardec, quando elaborou o prefácio da obra viga mestra (O Livro dos Espíritos), afirmou que para coisas novas deveriam existir palavras novas. Foi aí que definiu a palavra Espiritismo e Espíritas (ou espiritistas) para diferenciar a Doutrina e seus seguidores das de outros movimentos religiosos.

    Umbandistas não são Espíritas, nem cartomantes ou qualquer pessoa que desenvolva atividades ligadas às “mancias” (cristalomancia, quiromancia, etc.).

    Isso não desmerece em nada as doutrinas espiritualistas – apenas dá conta de colocar cada coisa em seu devido lugar. Quem estuda as obras kardequianas e segue tal doutrina é Espírita. Simples assim. Não existe a palavra kardecismo, visto que Kardec não fundou nada, a Doutrina não é dele, mas sim dos Espíritos. Ele contribuiu com suas colocações lúcidas e organizou as informações vindas do Plano Mais Alto. Também não existe mesa branca: nos Centros Espíritas temos todos os tipos de cores de mesa e nem sempre as toalhas que as revestem são brancas. Também não realizamos reunião mediúnica pública - entendemos, através de nossos estudos, que tais reuniões devem ser privativas. Também não acendemos velas, nem realizamos sacramentos, tais como casamentos ou batizados. Não cultuamos imagens de santos, nem tomamos banho com sal grosso. Não carregamos “figas”, tampouco patuás, fitinhas ou amuletos.

    Vale frisar que também não consideramos tais práticas perniciosas, apenas não fazem parte da Doutrina Espírita e, portanto, um verdadeiro espírita deverá evitá-las, sem condenar as pessoas que delas se valem, de acordo com suas crenças particulares. Aqui o objetivo nunca será discriminar qualquer forma de religião, fazer proselitismo ou pregar o Espiritismo como sendo a maior ou a melhor das religiões. O que é preciso, creio eu, é situarmos as coisas, pois esta confusão serve de munição para aqueles que atacam esta religião.

    Espiritualismo é a doutrina ou sistema que admite a presença, no homem e no mundo em geral, do elemento espiritual. Desse modo, a maior parte das religiões são espiritualistas, uma vez que crêem na existência da dualidade corpo e alma. O Espiritualismo é o oposto do materialismo, que afirma não existir nada além da matéria. Espiritismo, contudo, significa Doutrina dos Espíritos. Ou seja, há um parentesco significativo entre ambas, mas não são a mesma coisa. Aliás, posso afirmar que elas apresentam práticas bastante diferentes.

    O Espiritismo compreende alguns pontos que o afastam do Espiritualismo das religiões tradicionais. São eles: a crença na reencarnação; a descrença na doutrina das penas eternas; a crença na pluralidade dos mundos habitados e a crença na comunicabilidade dos Espíritos através da mediunidade. Além disso, para o espírita o estudo necessita ser constante e a busca por sua melhoria íntima idem.

    Resumindo: todo Espírita é Espiritualista, mas nem todo Espiritualista é Espírita.

    Sugiro ao caro leitor, caso se interesse pelo assunto, que leia as obras “O Que é o Espiritismo” de Allan Kardec e “O que não é o Espiritismo” de José Carlos Leal.

    O tema é amplo e merece um olhar mais atento, principalmente em nosso país, onde há um número considerável de pessoas simpatizantes de ambas doutrinas.
    Claudia Gelernter

    http://www.recantodasletras.com.br/artigos/731986