segunda-feira, 10 de setembro de 2012

ESPIRITUALIDADE: QUER SE ESPIRITUALIZAR?





Por: Bruno J. Gimenez

1-) É preciso vontade, inciativa, ação

Esse processo pode ser motivado pela dor ou pelo amor, ou seja, pela necessidade emergente que você tem de se curar, de mudar algo, de conseguir ajuda para amenizar seu sofrimento, quase uma questão de sobrevivência.

Quando o fator motivador for a dor e o sofrimento, é muito importante que você perceba isso rapidamente, entendendo que foi esse sofrimento o instrumento de sua busca por espiritualidade, isso vai ajudar bastante.

Um segundo motivo pode lhe trazer vontade de se espiritualizar; é a sua própria consciência e bom senso te trazendo simplesmente uma sensação de que está na hora de trilhar esse caminho de crescimento e evolução da consciência. Infelizmente esse segundo grupo é mais raro.

Que pena que tem que ser assim, já que o próprio ciclo da natureza pode nos ajudar a refletir todos os dias. O fato de acordar e dormir todos os dias, já manifesta que nascemos e morremos também, diariamente.

A manhã é naturalmente a manifestação da energia nascente, do novo, cheio de vida. A noite manifesta o recolhimento, a meditação, a introspecção. Só normalmente não nos permitimos aproveitar com equilíbrio os ciclos naturais da vida.

Assisto todos os dias casos de pessoas que buscam se espiritualizar, utilizando-se de meios totalmente complexos. Só que a espiritualidade está no simples, no leve e natural. E veja a complexidade da mente humana, até na hora de buscar a Deus, percorremos os caminhos mais difíceis e tortuosos, procuramos em tantos lugares sem percebermos que tudo está dentro de nós.

Espero que você esteja buscando a sua espiritualidade, guiado ou guiada por um chamado interior, desenvolvendo a competência de evoluir sem que o universo precise lhe lembrar que você necessita fazer mudanças. É importante lembrar que todos somos imperfeitos, se não fossemos não estaríamos residindo no planeta Terra.

O momento atual do planeta exige que cada ser, na sua individualidade evolua e faça a sua parte. Essa tarefa não é simples para a maioria das pessoas, visto o estado de alienação espiritual em que estamos. Na verdade, esse crescimento espiritual seria em tese algo muito simples, quem sabe até banal, sem mistérios, por ser inerente à natureza do ser. Mas o universo em que vivemos é tão contaminado pelos interesses do ego, materialismo e outras inferioridades que até a busca pela espiritualidade acaba se tornando algo complicado, cheio de regras, técnicas, dogmas e determinismos. E o pior é que estamos transferindo essa façanha para os outros, achando mestres, gurus, salvadores, religiões incríveis, técnicas infalíveis, esquecendo que somos nossos próprios mestres, senhores de nosso livre-arbítrio. Gerando tanta complexidade fica difícil!

Acessar Deus é uma das coisas mais fáceis do mundo de fazer, só querer basta.

Se você não se mexer, não buscar e não agir, esse crescimento espiritual não vai acontecer. Aja, comece agora!

2-) Desalienação

Quando se começa a ter iniciativa, criar novas atitudes em prol da busca pela espiritualidade, seja pelo amor ou pela dor, é preciso que as coisas fiquem bem esclarecidas! Você vai precisar se descontaminar completamente, olhando de maneira nova, as antigas coisas. Nesse momento vai ser necessário criar uma nova rotina, focada plenamente em você. Assumir e cumprir compromissos com você é o ponto alto disso tudo. Me refiro aos compromissos com a sua essência, com o seu espírito e Eu interior. Não confunda, não estou falando de se tornar uma pessoa egoísta, pensando apenas em você e mais ninguém. Me refiro a necessidade de aprender a separar na sua rotina diária espaço para o seu Eu.

A prática de ?leituras edificantes? constantes, cursos, vivências, participação em palestras, encontros, grupos, vivências em prol dessa busca consciencialmente a ponto de te levar a uma saturação positiva por conta de tanto envolvimento no tema. Isso é exatamente o que a mídia contaminada e o inconsciente coletivo nocivo geram em nossa vida. O processo é o mesmo, é saturação dos temas que se objetiva aprender, para que isso gere um mergulho consciencial.

Já falamos nesse trabalho sobre os perigos das palavras negativas proferidas, que afetam significativamente o equilíbrio das pessoas e dos ambientes. Sabemos que as pessoas doentes ?adoram? falar sobre doenças. O contrário disso é verdadeiro; pessoas espiritualizadas falam sobre espiritualidade, pensamentos superiores, amor e temas edificantes, construtivos.

Lembre-se: é importante que isso ocorra de maneira universalista, ?com os pés bem calçados no discernimento?, não se engane, não julgue, não questione com a mente, questione com o coração aberto! O filtro é seu coração, o responsável por lhe dizer o que é ou não é bom para você. Ele é o regente desse processo.

Nessa fase impera a necessidade de realizar uma mudança de atitude. Tenho que ser sincero, requer persistência e pode lhe dar um pouco de trabalho no começo. Toda mudança de hábito gera resistências, mas quando você começar a sentir os benefícios dessa conduta, sentindo mais energia e leveza, isso tudo vai ser mais do que suficiente para você se motivar a continuar.

É importante que você sempre priorize as suas tarefas, compromissos ou até mesmo diversões. É desejável que sejam condizentes a esse novo hábito, que possam sempre trazer conhecimento, sabedoria e evolução espiritual. Tome consciência de quantas coisas fazemos o tempo todo, que não servem para absolutamente nada.

Quando você se interessar em fazer as coisas que apenas estejam voltadas direta ou indiretamente para o crescimento espiritual, você vai naturalmente acelerar esse processo e viver melhor, porque dessa forma não há tanto desperdício de energia.

3-)Profundidade e amorosidade

A superficialidade destrói

É muito importante a pessoa se tornar universalista, (religião é a do coração e a filosofia é de fazer o bem) senão fica impossível aprofundar qualquer coisa, pois quando você acreditar que as coisas acontecem de acordo com uma religião, doutrina ou filosofia somente, aí você se torna superficial.

O determinismo é a bactéria que pode infectar essa etapa da sua vida, e o antibiótico é a humildade e o discernimento do coração. Por isso alerto sobre o perigo de se fascinar com uma só doutrina, religião ou filosofia, achando que definitivamente decifrou todos os mecanismos do universo. Grande erro!

Estamos todos sem exceção, imersos em uma atmosfera plena de ignorância. Todos nós temos uma missão, cada ser com um propósito bem específico e definido, que se diferem de pessoa para pessoa. No entanto, todos nós, seres presentes na Terra, unanimemente viemos curar a ignorância. Pois bem, então se a ignorância é o mal da humanidade, dizer que os fenômenos do universo obedecem a apenas uma lei, regra ou fórmula, isso é arrogância.
Por isso, sejamos inteligentes pelo menos uma vez e definitivamente vamos abrir o coração para nos espiritualizar de maneira universalista, em que a melhor religião é aquela da orientação interior.

Existem ilimitados caminhos para acessar a luz divina, nós não conhecemos quase nada desse universo de possibilidades. Com muita humildade, sem determinismos e sem arrogâncias podemos aprender um pouco de tudo. Se você ?fincar o pé? em uma única religião ou doutrina, certamente você vai cometer o erro grave e destrutivo de ser superficial. Mesmo que você seja extremamente conhecedor dos ensinamentos a que segue, ainda assim, perante a grandiosidade do universo, se você apenas se aprofundar nessa linha, você será superficial. Você pode e deve aprofundar o seu conhecimento sobre um filosofia ou religião, mas se você ficar só nesse meio, isso pode ser um atraso de vida.

Vá criando a sua conduta interna baseada em quantas filosofias forem necessárias ou úteis, orientais, ocidentais, universais. Aprenda um pouco de tudo que tem por aí, vá se conscientizando das formas diferentes de ver Deus, mas lembre-se de usar seu leme, que é seu coração. Ele possui internamente a programação de cada ser, assim sendo, só ele tem a capacidade de dizer o que melhor para cada pessoa.

É importante aprofundar, mergulhar na essência da espiritualidade, sentir o coração pulsar nessa vibração, e com isso expressar esse amor em todas as células do seu ser.

EXIJA MENOS DO OUTROS E CURE A SI PRÓPRIO



Não seja um modelador de pessoas, modele a si próprio!

 Infelizmente a falta de paciência, a intolerância, a presunção, a arrogância e o controle são características negativas presentes na maioria das pessoas que vivem nesse planeta. Talvez pudéssemos excluir não mais que umas cem pessoas em todo o globo que talvez estão isentas dessas atitudes negativas. Portanto, essa é uma realidade presente na história das pessoas que vivem uma vida conhecida como normal, e mesmo que queiramos negar, basicamente somos intolerantes!
Onde isso repercute mais em nossas vidas?
Com certeza em diversas áreas de nossa existência, mas sem dúvida alguma, principalmente nos relacionamentos.
Tudo que criticamos em uma outra pessoa envolve a falta de tolerância, falta de amor ou compaixão. Queremos, em cem por cento dos casos, que a outra ou as outras pessoas se comportem como nós achamos que ela ou elas devem se comportar.  E o pior, costumamos gostar mais de uma pessoa, no sentido da afinidade mesmo, quando essa se comporta de forma mais parecida com aquilo que nós consideramos certo.
Não dá para negar que afinidades surgem naturalmente nas nossas vidas, e também não quero dizer que essas sintonias saudáveis entre pessoas não sejam importantes. Claro que são! Apenas quero lembrar que não costumamos nos relacionar com maior proximidade ou intimidade, com pessoas que não se comportam como achamos que elas devem se comportar. E de novo, não me refiro a conduta moral, ética e valores, porque é claro que esses aspectos precisam ser sempre ponderados nos relacionamentos que temos em todos os níveis. Não vou escolher um estelionatário para sócio, sabendo que o passado dele é envolvido por atitudes criminosas ou no mínimo suspeitas. Também teremos dificuldade de confiar em alguém que já agiu de modo errado em outra circunstância. Então devemos sim escolher relacionamentos que estejam na mesma sintonia de valores e código moral, mas as emoções... Essas nos enganam.
É comum você não gostar de uma pessoa simplesmente porque ela tem um tom de voz excessivamente grave, ou agudo, ou baixo, ou alto.  Como você tem registros internos de não tolerar oscilações de voz em qualquer pessoa, então quando conhece e se relaciona com alguém assim, nitidamente irá se irritar também.
Esse é apenas um exemplo.
Você pode ter uma crença interna que pessoas com sotaque do sul são antipáticas. Uma vez que você conhece alguém assim, imediatamente já se fecha porque não gosta daquele tipo de sotaque. 
Tudo que buscamos externamente traduz o que sentimos internamente. Estamos o tempo todo buscando conforto, buscando “acomodar” as nossas emoções da melhor maneira dentro de nós mesmos. Procuramos o conforto em todos os sentidos, é natural pois queremos nos sentir bem. É aí que um grande erro começa, pois sem querer, ou sem perceber, e pior ainda, sem ter o mínimo direito, começamos a modelar pessoas!
Modelamos as pessoas controlando os relacionamentos em todos os níveis, fazendo de tudo para que elas se comportem da forma como mais nos conforta!
Quanta arrogância!
Não se assuste, apenas reflita pois, eu faço, você faz e todos nós fazemos!  Aceite essa verdade atual, o amor incondicional ainda não está impregnado em nossas veias! O nosso amor é totalmente condicional.
Duvida de mim? Acha que eu estou exagerando? Acha mesmo?
Então vamos refletir um pouco...
Por que gostamos de determinada pessoa, seja em qualquer nível de relacionamento?
Porque necessariamente essa pessoa é alguém que também que nos retribui afetos, que faz coisas que nos agradam, que faz com que sintamos emoções positivas, certo?
E se essa pessoa parar de se comportar assim?  E se as atitudes dela não necessariamente agradarem mais?  Nós continuaremos amando essa pessoa?
Provavelmente manteremos um resquício de amor, mas muita coisa vai mudar nessa relação.  Salvo os casos de mães e filhos, em que podemos encontrar uma grande intensidade do verdadeiro amor incondicional, nas outras relações, dificilmente o magnetismo que une essa união irá continuar existindo. Isso porque não gostamos exatamente de uma outra pessoa, mas do que ela faz por nós, ou melhor, da emoção que ela desperta, como por exemplo: carinho, alegria, conforto, acolhimento, aceitação, etc.
E se a pessoa por meio de outras atitudes não mais estimular essas emoções em nós? Nós continuaremos a gostar dela da mesma forma?
Provavelmente não, exceto no caso de mães, como já comentado!
Quando as pessoas próximas a nós começam a ter novas ideias, novos caminhos, novos conceitos – porque todo mundo muda – e essa mudança não necessariamente agradar, nesse momento o nosso relacionamento com elas começa a se complicar. Complicar porque começamos a querer que a pessoa aja de outra forma, que certamente não será a que ela acha correta, mas a que nós entendermos ser! 
Nesse caminho, vamos ficando críticos, controladores, intolerantes, ardilosos, impiedosos, em resumo, nos tornamos modeladores de pessoas!
Esse não é um bom caminho! Definitivamente não é!
E qual a solução para isso? Como contornar tais situações tão comuns?
Aprendendo a aceitar as pessoas como elas são. Mantendo a liberdade nas relações, cultivando o respeito pelas vontades alheias e entendendo principalmente que ninguém, ninguém mesmo é responsável pela sua felicidade. Da mesma forma, jamais aceite o peso da responsabilidade de fazer alguém feliz.
Quando o comportamento de alguém lhe fizer mal, não tente mudar a pessoa, esse é o pior caminho, mais sofrido, mais tortuoso, mais custoso, mais escuro.  Nessas situações de divergências olhe para dentro de você e perceba quais são as emoções que surgem com a situação. É o ciúmes, o medo de perder, a necessidade de aprovação, a ansiedade, o pessimismo, seja qual for a emoção negativa, preste atenção nela e não dê tanto foco naquelas atitudes alheias que você julga equivocada.
Dando atenção ao seu Eu interior você perceberá que sempre busca relações que lhe tragam conforto emocional de acordo com suas crenças, e que sempre que esse seu (e unicamente seu) código emocional interno for quebrado por atitudes alheias julgadas por você como destoantes, então as mágoas, os conflitos e as confusões começarão.  Uma vez que você parar de procurar relações com o objetivo de confortar as suas emoções internas, mas principalmente com a ideia de conviver bem com o mundo, encontrando plenitude e bem viver, você perceberá uma mudança drástica na qualidade de seus relacionamentos.
Não seja um modelador de pessoas, seja um modelador de emoções negativas em positivas, porque esse é o segredo para estabelecer relações pautadas no amor e consequentemente na verdade, ou melhor dizendo: a verdade que liberta!

Por: Bruno Gimenes

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

COSMOÉTICA



Cosmoética é a ética cósmica, ou seja, todos os padrões de comportamentos e sentimentos que priorizam o universal.

Os tipos de pensamentos e sentimentos apontam para o nível evolutivo que a pessoa se encontra. Quando falamos coisas positivas e saudáveis com sentimento, emitimos energias de luz, bolas coloridas que iluminam o ambiente e penetram nas pessoas, causando uma ótima sensação de bem-estar e positivismo. Mas tudo tem que ter sentimento. Podemos falar muitas palavras bonitas, mas se não sair do coração, a energia gerada não terá um bom padrão.
Os pensamentos também geram energia. Quando temos um nível muito ruim de comportamento, as energias geradas são de baixa qualidade. Uma consciência primária tem o universo simbólico muito restrito e limitado. Universo simbólico significa todas as coisas que você conhece, somadas às experiências vivenciadas. Isso compõe nosso universo simbólico. Quem tem o universo simbólico restrito não tem recursos intelectuais ou emocionais. Uma pessoa nesse nível de consciência provavelmente terá pensamentos de expansão negativa.
Em contrapartida, uma consciência elevada, necessariamente possui um nível de conhecimento muito amplo. Chico Xavier tinha um baixo nível sócio-econômico-cultural, mas era uma pessoa de alto nível de consciência. Uma pessoa com nível razoável de consciência tem comportamento ético em todas as áreas da vida.
Relacionamentos baseados em comportamentos éticos e coerentes são relacionamentos saudáveis e felizes. Para se ter ética universal é preciso ter um bom nível de consciência e isso requer esforço para se livrar das energias densas dos chacras baixos (básico, esplênico e umbilical) e adquirir maturidade consciencial. É preciso ter a capacidade de discernimento, maturidade, compreensão e, principalmente, aceitação do outro. Uma pessoa que tem comportamento cosmoético respeita todas as pessoas (colega de trabalho, filhos, esposa, marido, pais, familiares, vizinhos, o diretor da empresa, o manobrista, o sorveteiro). Uma pessoa cosmoética não julga o outro, ela simplesmente aceita e ajuda, se puder. Não pratica maledicência e nem critica as pessoas.
Uma pessoa que já chegou num bom nível de conhecimento e quer realmente crescer como consciência, naturalmente vai buscar cada vez mais sua evolução. Priorizar a evolução é dar uma definição para sua vida: que caminho quero seguir? Da evolução. Então é preciso se esforçar:
a. assumir os defeitos e corrigi-los;
b. ajudar o outro em vez de competir com ele;
c. adquirir hábitos saudáveis (leitura, lazer, atividade física, conversas positivas);
d. abandonar os vícios (cigarro, bebidas, sexo disfuncional, maledicência, fofoca, críticas destrutivas, expansão negativa, reclamação);
e. Tornar-se o piloto de sua própria vida;
f. aprender coisas novas e questionar (questionar não significa ficar perguntando, é questionar no sentido de refletir sobre as situações, sobre a vida).
Uma pessoa que está no caminho da evolução, se esforçando com sinceridade está muito bem amparada espiritualmente. Todas as áreas de sua vida começam a se acertar e fluir com equilíbrio e felicidade.
Artigo escrito por Fátima Alves, com base nos conhecimentos adquiridos no CEC.

NOSSOS PAIS... NOSSOS ESPELHOS




Você acredita ser totalmente diferente de seus pais? Critica as atitudes e comportamentos deles, sua maneira conservadora de encarar a vida? Aponta seus “defeitos”, mostrando a si mesmo, como comporta-se de forma totalmente diversa? Mas será que somos tão diferentes de nossos pais? Porque será que encarnamos nesta família terrena?
Sabemos que a família carnal é a união de espíritos ligados por laços de afinidade e cármicos e, os pais atuais, certamente estão neste cenário para nos mostrar também algo em nós que não admitimos, ou seja, somos mais parecidos com eles do que imaginamos.
Se fizermos uma autoanálise veremos que as inferioridades neles (nossos pais) e ainda de quem mais convive conosco, podem ser as nossas, podemos agir de maneira parecida em setores diversos.
Muitas vezes, até de forma inconsciente, temos atitudes e comportamentos que relembram os pais. Porém, em diversas oportunidades, os culpamos por nossa infelicidade, pela ausência de prosperidade, pela personalidade indesejável, sem compreender o motivo de estarmos neste ambiente e com tal família.
Quando nos irritamos com palavras, atitudes, comportamentos dos nossos pais, verifiquemos se não agimos da mesma forma com outras pessoas, ou ainda, pensamos igual, mas é claro, escondemos isto de nós mesmos. É evidente que nada é por acaso, tudo tem um propósito divino e favorece a evolução espiritual, seja pelo amor ou pela dor.
O fato é que sempre que negamos, criticamos, julgamos quem está a nossa volta, no fundo, estamos nos comportando de maneira igual com outras pessoas, ou a nível inconsciente, com nós mesmos.
Caso contrário, porque ficaríamos tão irritados? Porque tanta raiva da inferioridade alheia? Porque não aceitamos as falhas, as limitações de outras pessoas, da família, dos pais? Não estamos negando algo que está dentro de nós?
Porque o lado sombra, a parte negativa que todos nós temos, é o reflexo da vida diária. O negativo não está fora, mas dentro de nós. Contudo, o lado sombra não é nem bom, nem ruim, apenas nos mostra que ainda não atingimos a iluminação, estamos em nossa caminhada evolutiva e, é totalmente necessário nesta planeta.Temos que compreender que não somos apenas luz, o que é normal. Aprendamos isso de uma vez por todas, diminuindo, desta forma, o sofrimento, a culpa, o medo.
Um coisa muito importante é perdoar nossos pais. Perdoar por seus comportamentos, ausências, pois eles fizeram o máximo que puderam. Se você sofre porque não teve carinho na infância, com certeza tinha que ser assim, pois sua lição era aprender a ser independente, a lidar com a carência, gravada em sua memória celular.
Acaso seus pais não lhe ensinaram a respeito de prosperidade, incutiram em você a idéia de que a vida é difícil, é evidente que esse medo da escassez, a desorganização, já faziam parte de sua personalidade congênita e apenas foi aflorado pela família carnal.
Se por ventura, os pais controlaram sua vida desde a infância, como será que seria se tivesse tido mais liberdade? Será que teria conquistado o que é ou teria se perdido no meio do caminho.?
Ninguém faz você sentir medo, mágoa, tristeza, raiva, infelicidade, isso está tudo dentro, é interno, as pessoas só lhe mostram o que tem que ser aprendido e curado!! Então, perdoe seus pais e os aceite. Com isso você se perdoa e se aceita também.
Eles são valiosos instrumentos auxiliares no processo evolutivo, mostram o que viemos resgatar e aprender, aceitaram nos receber como filhos, embora tivessem consciência que haveriam dificuldades e fizeram o possível, dentro de suas possibilidades e limitações. A mágoa dos pais somente revela que existe uma mágoa interna, porque, certamente, nós também temos inúmeras inferioridades, limitações.
Agradeça diariamente pelos pais que tem, aceite suas limitações, veja que você é bem parecido em muitas coisas, comece a enxergar o lado luz deles e também o seu. Com certeza, você se surpreenderá!

Viviane Draghetti

SEU DESAFETO É SEU ESPELHO?




Entendendo o nosso lado sombra

por: Vivi Draghetti

Muitas vezes estamos inseridos em um ambiente familiar, profissional, pessoal e acreditamos que somos um estranho no ninho, que não merecíamos ali estar.

Por que estou nesta família que não pensa em evolução espiritual?

Por que trabalho com pessoas que não dedicam-se à espiritualidade e estão totalmente adormecidas?

Por que deste relacionamento?

Por que será que meus projetos não andam, não se finalizam?

Por que ainda não consigo realizar meus desejos, se estou no caminho certo, indo ao encontro da minha missão pessoal?

Mas será que realmente estamos mesmos tão diferentes das pessoas a nossa volta? Somos um estranho no ninho ou estamos unidos pelo estado vibracional atual? Será que os pensamentos, emoções, sentimentos, atitudes não se confundem?

Ora, sabemos que semelhante atrai semelhante e as pessoas a nossa volta são nossos espelhos, que nos mostram as falhas, medos, inferioridades de nossa personalidade, ou seja, revelam nosso Eu Oculto, que precisa ser trabalhado e eliminado.

Vamos parar um instante, deixar o ego e o orgulho de lado e começar a perceber que o que não apreciamos nos outros, na verdade são nossos próprios desafios. Claro que de início essa análise pode parecer insensata, mas se olharmos com sinceridade, verificamos que é a pura realidade.

É fato que estamos inseridos em um determinado ambiente por nós escolhido antes de vir para esta existência e permanecemos presos a dadas situações em função de nosso nível vibracional.

O que fazer então?

Primeiramente, precisamos aceitar nosso Eu Oculto, compreender as inferioridades de nossa personalidade congênita, entendendo que temos uma parte sombra sim. Por este motivo estamos aqui, para curar esse Eu Inferior que tanto negamos.

Não é feio aceitar que sentimos raiva, que somos egoístas, sentimos medo, tristeza, desânimo e as inferioridades (defeitos, como gostamos de dizer) dos outros, podem sim fazer parte de nós.

Toda vez que sentirmos algo negativo por outra pessoa entendamos que aquilo é nosso, é o que sentimos também. Nunca é o outro, é sempre nós. A pessoa que nos desperta sentimentos inferiores é um auxiliar, pois nos mostra o que temos que curar.

Pensemos naquele colega de trabalho que é negativo, que só fala em tragédias, está sempre deprimido. Será que não somos um pouco parecidos? Será que no contato com ele, não nos comportamos da mesma maneira? Não apagamos nossa luz para nos igualar e ele? Será que ainda não permitimos que o psiquismo do ambiente de trabalho nos influencie de forma perniciosa?

É muito provável que as inferioridades destes colegas também sejam as nossas, mas fingimos não vê-las. Não pense que negar o Eu Oculto é mais fácil, ao contrário, é doloroso, pois nos deixa estagnados.

Da mesma forma é a família. Quando não suportamos alguns comportamentos e atitudes de nossos pais, parentes, irmãos, será que não agimos da mesma forma em algumas situações? Será que sem que percebamos não temos algumas crenças negativas gravadas em nossa memória celular idênticas? Não é por acaso que estamos nesta família terrena.

Mas, por que é tão difícil compreender o Eu Oculto dos outros e aceitar que são nossos espelhos?
Por qual motivo em momentos difíceis somente conseguimos perceber os pontos fracos das pessoas a nossa volta?
Por que será que em momentos da nossa vida, parece que todos estão errados, estão cheios de inferioridades e somente nós somos os perfeitos?

Por qual razão é tão fácil julgar, mas difícil entrar em contato com nossa essência para verificarmos a causa destes sentimentos que nos perturbam?

Uma palavra é a resposta para estas perguntas: EGO. O ego nos afasta de nossa verdadeira essência e de nossa missão pessoal, fazendo-nos crer que estamos sempre certos. O ego gera o medo da crítica e do julgamento pessoal e alheio. O ego, grande amigo do Eu Oculto, gera ilusão e faz com que esqueçamos de perdoar o próximo e a nós mesmos.

Então, se percebemos que muitas atitudes nossas decorrem do ego, passamos a aceitar o Eu Oculto e é mais fácil eliminá-lo, pois somente quando tomamos consciência do nosso lado sombra é possível curá-lo. E compreendendo o lado sombra, veremos também novas potencialidades brotarem de nossa essência, pois daremos mais ênfase a Luz Interior.

O próximo passo, após a conscientização, é fazer algo para modificar tal situação. Bom, se eu passo a entender que estou diante de meus espelhos, preciso modificar o que estou sentindo, pensando, falando, pois somente assim haverá um afastamento.

E não há dúvidas que modificando nosso nível de consciência, passamos a vibrar de maneira diferente às pessoas que estão atualmente próximas, ocorrendo o afastamento.

Mesmo na hipótese de um resgate cármico, quando um dos envolvidos modifica a consciência e compreende algumas questões, este segue seu caminho, pois o afastamento é natural e sem dor.

Quem é muito diferente energeticamente, ou seja, quem vibra de forma oposta, não permanece junto.

Claro que não vamos nos afastar permanentemente de nossa família, por exemplo, mas pode ocorrer de mudarmos de casa, de cidade, e tocar nossa vida de forma mais leve.

Somente atraímos o que está na mesma freqüência e quando vibramos no medo, no pessimismo, na raiva, mais pessoas e situações assim atrairemos. Ao contrário, quando emanamos vibrações positivas, nos aproximamos de pessoas e situações que assim estão.

Então, vamos aceitar o nosso Eu Oculto, perceber que não somos um estranho no ninho, mas nós mesmos, devido ao nosso nível conscencial e vibração atual, nos ligamos a determinadas situações e pessoas.

Vamos fazer as mudanças necessárias para que nos tornemos um imã que só atrai coisas, pessoas e situações favoráveis. Com isso, passaremos a admirar nossos espelhos.

Por:Viviane Draghetti

Terapeuta Holística - Mestre de Reiki ? Mestre Karuna Reiki - Psicoterapeuta Reencarnacionista - Professora Luz da Serra.