terça-feira, 18 de setembro de 2012

NÃO SOU PERFEITA


Livre-se da Síndrome da Supermulher

Que ser mulher não é fácil, isso todas nós já sabemos... Aliás, acredito que a maioria de nós já não aguenta mais esses artigos que ficam dando dicas e mais dicas sobre como equacionar a rotina do trabalho, da casa, da família e ainda estar maravilhosa no final do dia sobre um belíssimo salto 10! Por falar em 10, essa bem que poderia ser a nossa avaliação por parte daqueles a quem dedicamos as melhores horas do dia... O Chefe, a equipe de trabalho, o marido e os filhos.

Como podemos manter a nossa sanidade enquanto o nosso check-list de obrigações só cresce? Um bom começo seria quebrar pelo menos algumas dessas ilusões que tomamos feito bandeiras a serem defendidas como verdades absolutas, como a de que conseguimos conciliar facilmente todos esses papéis com muito charme e elegância.

Excetuando-se as milionárias de plantão, e olhe lá... Estar glamourosa na frente do fogão, durante uma troca de fraldas ou quando aplicamos hidratação nos cabelos enquanto lavamos as roupas da semana e a casa é organizada, é uma tarefa no mínimo impossível!

Entender isso é o primeiro grande passo para nos libertarmos das algemas do perfeccionismo vendido em revistas femininas e comerciais de TV. Aceitar as nossas limitações nos faz diminuir as expectativas imensas que criamos em sermos superpoderosas!

Quando olhamos para nós mesmas com mais generosidade e menos cobranças, subliminarmente acabamos ensinando isso aqueles que nos rodeiam: "Conte comigo, mas entenda que sou humana!" Só assim poderemos pedir para alguém da família lavar a louça e irmos caminhar no parque. Apenas dessa forma sentiremos menos receios na hora de dizer: "Isso eu não posso fazer" ou "estou sem tempo para mais esse compromisso".

Somente assim teremos meia hora do dia para meditar, repensar as nossas escolhas ou simplesmente para olharmos vitrines.

Ser mulher dá trabalho, mas a maior de todas as tarefas começa dentro de nós mesmas, no exato momento em que compreendemos que dizer não para os outros e sim para nós é normal! No dia em que além de sabermos que uma determinada hora do dia é só nossa e, ao invés de sentirmos culpa sentirmos prazer, saberemos que estamos nos libertando da escravidão que impomos a nós mesmas.

Fonte: http://bemzen.uol.com.br/noticias/ver/2010/11/23/1982-nao-sou-perfeita

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

DESENVOLVIMENTO DA MEDIUNIDADE




É possível desenvolver a mediunidade fora do centro espírita?

Já sabemos que a mediunidade na verdade é um instrumento de evolução na vida de qualquer pessoa, por isso não se resumiria a uma ou outra maneira de ser desenvolvida.
Mas a temática, tendo sido amplamente abordada por Allan Kardec, na codificação do espiritismo, acabou sendo correlacionada ao estudo espírita, como se fosse uma terminologia própria da linha de estudo. Não é à toa, pelo menos aqui no ocidente, ninguém teve a coragem que ele teve, de abordar um assunto tão polêmico até pouco tempo atrás (polêmica que perdura até os dias de hoje) com tanta seriedade e aprofundamento.

Foi um movimento muito importante e construtivo para a humanidade, já que abriu novos horizontes e batizou inúmeras linhas de estudo e aprendizado.

Assim sendo, é uma conseqüência natural falar de mediunidade vinculando o termo às práticas espíritas, como conseqüência da herança e do pioneirismo Kardecista. O que provocou uma crença coletiva, que a mediunidade somente poderá ser desenvolvida em casas espíritas.

A reencarnação à exemplo, foi exposta amplamente ao Brasil, através dos ensinamentos do grande mestre.

Através da influência de preciosa literatura Kardecista, surgiram muitas obras importantes, que contribuíram em muito para o crescimento espiritual de tantos.

Com seus livros e ensinamentos, o ilustre mestre, alertou, orientou e alinhou os estudos, na sua maioria, na direção do plano espiritual. Com intenso foco orientado para o socorro aos espíritos sofredores, que atrasados em sua evolução e ligados ao mundo da matéria, necessitam de amparo para aprender e se libertar, Allan Kardec impregnou na comunidade ocidental, uma nova forma de pensar a espiritualidade.

Seus ensinamentos desde então, são passados adiante pelos trabalhadores da doutrina, que se utilizam de determinadas faculdades mediúnicas para servir de intermediário na comunicação com os espíritos. Sempre com o objetivo de contribuir na senda da educação espiritual, da tão falada ?doutrinação? entre outras atividades corriqueiras nas casas de espiritismo.

Isso quer dizer, que da forma com que o trabalho nas casas espíritas estão orientados, sempre haverá um maior estímulo no sentido de desenvolver a mediunidade voltada para a interação com espíritos. Normalmente se utilizando das mensagens transmitidas pelo plano espiritual, que podem ser escritas, ser verbalizadas. Também por imagens transmitidas na tela mental do médium, que relata suas visões. Uma outra maneira corriqueira, e para muitos, polêmica, é a incorporação. Prática na qual o espírito desencarnado acopla seu corpo espiritual ao corpo espiritual do médium, e se utiliza do seu corpo físico e seus sentidos, para transmitir suas mensagens.

Também não podemos deixar de falar do tão valente útil, passe magnético, das vibrações de energias e de outras formas de aplicar a mediunidade largamente utilizada nos centros.

Como algumas dessas práticas citadas acima, requerem conhecimento de causa, sabedoria, maturidade e intenso preparo, não são recomendadas para o desenvolvimento individual, ou seja, sem a colaboração de um grupo preparado, como exemplos as casas espíritas. E é aí que começa uma grande confusão.

É que a mediunidade pode se manifestar de muitas formas. Através da oração, da telepatia, da cura pelas mãos, da premonição, e até mesmo a comunicação com espíritos seja pela escrita, clarividência, vidência ou clariaudiência. São inúmeras formas.

Ocorre que, mesmo com a doutrina espírita sendo fundamentada nos ensinamentos do evangelho, produzindo uma base idônea, séria e de moral elevada, mesmo assim não agrada a todos. Simplesmente por questão de afinidade, algo normal, natural, afinal ?nem Jesus agradou a todos?.

Portanto, muitas pessoas até aceitam a mediunidade, mas não se interessam nesse formato de estudo e desenvolvimento, por falta de afinidade, algo que deve ser respeitado.

Pois então, como fica? A pessoa é obrigada a transitar por uma via única? Não há forma de desenvolver essa mediunidade senão pelo exercício na casa espírita?

Claro que não! Ainda mais no século XXI, característico pela liberdade de expressão e de religião, evidenciando a era do universalismo, da união do ocidente com o oriente, da ciência e espiritualidade. Observe que nunca em toda a história da humanidade, houveram tantas oportunidade de crescimento espiritual e tantas possibilidades para o desenvolvimento de uma consciência mais expandida.

É exemplar o trabalho sério e idôneo de tantas casas espíritas, no entanto, não é só através delas que a mediunidade pode ser desenvolvida. Se você quiser seguir esse caminho, tudo bem. Leve consigo discernimento, leveza e amorosidade e vá em frente!

Sempre que possível é recomendável participar de grupos, porque facilitam o aprendizado, dão suporte e tornam a prática muito agradável. Mas lembre-se, o determinismo pode lhe deixar arrogante e cego, então é preciso um "Orai e Vigiai" constante.

O foco principal é entender que a mediunidade se manifesta com o objetivo de ajudar as pessoas e o universo a evoluirem, inegavelmente!

Por isso, todas as vezes que uma pessoa estiver aprofundando o estudo e a prática da mediunidade, no entanto não estiver se transformando em uma pessoa melhor, por conseqüência também não estiver melhorando a humanidade, fique alerta, pois algo estará em desequilíbrio! Use isso como uma bússola interna porque funciona bem, você pode apostar.

Não lhe parece sensato?

Medite sobre isso.

Como desenvolver a mediunidade?

Como a mediunidade é um sinal que essencialmente nos traz a mensagem que precisamos evoluir e contribuir para a evolução da humanidade, nada mais sensato que aceitar o convite e mergulhar fundo na proposta. Por isso tudo que fizermos nessa direção, não de maneira leviana ou desinteressada, mas com intenção e dedicação, será também um passo condizente ao fluxo do universo. O que é muito apropriado, já que não cria barreiras a essa corrente intensa de energia.

Altruísmo consciente é um belo estilo de vida. Ajudar as pessoas a se ajudarem, respeitar o tempo de cada um e não dar o peixe, mas ensinar a pescar.

Essa forma de ajuda, foca na humanidade, no coletivo, mas sabendo dar limites, com equilíbrio e sabedoria.O mais interessante disso tudo é que o universo não está pedindo muito de nós, apenas simples atos, sem exigências incabíveis, totalmente sensatas. Mesmo assim, somos negligentes!

O resumo disso: A mediunidade pede consciência espiritual, ou seja, desenvolvimento de nossa espiritualidade.


Fonte:
Textos: Apostila do Curso de Evolução Espiritual Luz da Serra
Por: Bruno J. Gimenes e Patrícia Cândido

ESPIRITUALIDADE E CONSCIÊNCIA



Espiritualidade é um estado de consciência;
Não é doutrina, não!
É o que se leva dentro do coração.
É o discernimento em ação!
É o amor em profusão.
É a luz nas idéias e equilíbrio na senda.
É o valor consciencial da alegria na jornada.
É a valorização da vida e de todos os aprendizados.
É mais do que só viver; é sentir a vida que pulsa em todas as coisas.
É respeitar a si mesmo, para respeitar o próximo e a natureza.
É ter a plena noção de que nada acaba na morte do corpo, pois a consciência segue além, algures, na eternidade...
É saber disso – com certeza -, e não apenas crer nisso.
É viver isso – com clareza -, sem fraquejar na senda.
É ser um presente, para si mesmo, para os outros e para a própria vida. Espiritualidade é brilho nos olhos e luz nas mãos.

E isso não depende dessa ou daquela doutrina; depende apenas do próprio despertar espiritual; depende do discernimento consciencial se unir aos sentimentos legais, no equilíbrio das próprias energias, nos atos da vida.
Ah, espiritualidade é qualidade perene; não se perde nem se ganha; apenas é!
É valor interno, que descerra o olhar para o infinito... para além dos sentidos convencionais.
É janela espiritual que se abre, dentro de si mesmo, para ver a luz que está em tudo!
Espiritualidade é essa maravilha: o encontro consigo mesmo, em paz.
Espiritualidade é ser feliz, mesmo que ninguém entenda por quê.
É quando você se alegra, só pelo fato de estar vivo!
É quando o seu chacra do coração se abre igual a uma rosa, e você se sente possuído por um amor que não é condicionado a coisa alguma, mas que ama tudo.
É quando você nem sabe explicar porque ama; só sabe que ama.
Espiritualidade não depende de estar na Terra ou no Espaço; de estar solteiro ou casado; de pertencer a esse ou aquele lugar; ou de crer nisso ou naquilo.
É valor de consciência, alcançado por esforço próprio e faz o viver se tornar sadio.
Espiritualidade é apenas isso: SER FELIZ!

Ou, como ensinavam os sábios celtas de outrora:
SER UM PRESENTE!

Que teu coração voe contente nas asas
da espiritualidade consciente,
para que você perceba a ternura invisível
tocando o centro do teu ser eterno.
Que teus pensamentos, teus amores, teu viver,
e tua passagem pela vida sejam sempre abençoados
por aquele amor que ama sem nome.
Que esse amor seja o teu rumo secreto,
viajando eternamente dentro do teu ser.
Que esse amor transforme os teus dramas em luz,
tua tristeza em celebração,e teus passos cansados
em alegres passos de dança renovadora.
Que teu viver seja pleno de paz e luz!
Wagner Borges

http://www.vivendoemsintonia.com/2010/05/espiritualidade-e-consciencia.html

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

ESPIRITUALIDADE: QUER SE ESPIRITUALIZAR?





Por: Bruno J. Gimenez

1-) É preciso vontade, inciativa, ação

Esse processo pode ser motivado pela dor ou pelo amor, ou seja, pela necessidade emergente que você tem de se curar, de mudar algo, de conseguir ajuda para amenizar seu sofrimento, quase uma questão de sobrevivência.

Quando o fator motivador for a dor e o sofrimento, é muito importante que você perceba isso rapidamente, entendendo que foi esse sofrimento o instrumento de sua busca por espiritualidade, isso vai ajudar bastante.

Um segundo motivo pode lhe trazer vontade de se espiritualizar; é a sua própria consciência e bom senso te trazendo simplesmente uma sensação de que está na hora de trilhar esse caminho de crescimento e evolução da consciência. Infelizmente esse segundo grupo é mais raro.

Que pena que tem que ser assim, já que o próprio ciclo da natureza pode nos ajudar a refletir todos os dias. O fato de acordar e dormir todos os dias, já manifesta que nascemos e morremos também, diariamente.

A manhã é naturalmente a manifestação da energia nascente, do novo, cheio de vida. A noite manifesta o recolhimento, a meditação, a introspecção. Só normalmente não nos permitimos aproveitar com equilíbrio os ciclos naturais da vida.

Assisto todos os dias casos de pessoas que buscam se espiritualizar, utilizando-se de meios totalmente complexos. Só que a espiritualidade está no simples, no leve e natural. E veja a complexidade da mente humana, até na hora de buscar a Deus, percorremos os caminhos mais difíceis e tortuosos, procuramos em tantos lugares sem percebermos que tudo está dentro de nós.

Espero que você esteja buscando a sua espiritualidade, guiado ou guiada por um chamado interior, desenvolvendo a competência de evoluir sem que o universo precise lhe lembrar que você necessita fazer mudanças. É importante lembrar que todos somos imperfeitos, se não fossemos não estaríamos residindo no planeta Terra.

O momento atual do planeta exige que cada ser, na sua individualidade evolua e faça a sua parte. Essa tarefa não é simples para a maioria das pessoas, visto o estado de alienação espiritual em que estamos. Na verdade, esse crescimento espiritual seria em tese algo muito simples, quem sabe até banal, sem mistérios, por ser inerente à natureza do ser. Mas o universo em que vivemos é tão contaminado pelos interesses do ego, materialismo e outras inferioridades que até a busca pela espiritualidade acaba se tornando algo complicado, cheio de regras, técnicas, dogmas e determinismos. E o pior é que estamos transferindo essa façanha para os outros, achando mestres, gurus, salvadores, religiões incríveis, técnicas infalíveis, esquecendo que somos nossos próprios mestres, senhores de nosso livre-arbítrio. Gerando tanta complexidade fica difícil!

Acessar Deus é uma das coisas mais fáceis do mundo de fazer, só querer basta.

Se você não se mexer, não buscar e não agir, esse crescimento espiritual não vai acontecer. Aja, comece agora!

2-) Desalienação

Quando se começa a ter iniciativa, criar novas atitudes em prol da busca pela espiritualidade, seja pelo amor ou pela dor, é preciso que as coisas fiquem bem esclarecidas! Você vai precisar se descontaminar completamente, olhando de maneira nova, as antigas coisas. Nesse momento vai ser necessário criar uma nova rotina, focada plenamente em você. Assumir e cumprir compromissos com você é o ponto alto disso tudo. Me refiro aos compromissos com a sua essência, com o seu espírito e Eu interior. Não confunda, não estou falando de se tornar uma pessoa egoísta, pensando apenas em você e mais ninguém. Me refiro a necessidade de aprender a separar na sua rotina diária espaço para o seu Eu.

A prática de ?leituras edificantes? constantes, cursos, vivências, participação em palestras, encontros, grupos, vivências em prol dessa busca consciencialmente a ponto de te levar a uma saturação positiva por conta de tanto envolvimento no tema. Isso é exatamente o que a mídia contaminada e o inconsciente coletivo nocivo geram em nossa vida. O processo é o mesmo, é saturação dos temas que se objetiva aprender, para que isso gere um mergulho consciencial.

Já falamos nesse trabalho sobre os perigos das palavras negativas proferidas, que afetam significativamente o equilíbrio das pessoas e dos ambientes. Sabemos que as pessoas doentes ?adoram? falar sobre doenças. O contrário disso é verdadeiro; pessoas espiritualizadas falam sobre espiritualidade, pensamentos superiores, amor e temas edificantes, construtivos.

Lembre-se: é importante que isso ocorra de maneira universalista, ?com os pés bem calçados no discernimento?, não se engane, não julgue, não questione com a mente, questione com o coração aberto! O filtro é seu coração, o responsável por lhe dizer o que é ou não é bom para você. Ele é o regente desse processo.

Nessa fase impera a necessidade de realizar uma mudança de atitude. Tenho que ser sincero, requer persistência e pode lhe dar um pouco de trabalho no começo. Toda mudança de hábito gera resistências, mas quando você começar a sentir os benefícios dessa conduta, sentindo mais energia e leveza, isso tudo vai ser mais do que suficiente para você se motivar a continuar.

É importante que você sempre priorize as suas tarefas, compromissos ou até mesmo diversões. É desejável que sejam condizentes a esse novo hábito, que possam sempre trazer conhecimento, sabedoria e evolução espiritual. Tome consciência de quantas coisas fazemos o tempo todo, que não servem para absolutamente nada.

Quando você se interessar em fazer as coisas que apenas estejam voltadas direta ou indiretamente para o crescimento espiritual, você vai naturalmente acelerar esse processo e viver melhor, porque dessa forma não há tanto desperdício de energia.

3-)Profundidade e amorosidade

A superficialidade destrói

É muito importante a pessoa se tornar universalista, (religião é a do coração e a filosofia é de fazer o bem) senão fica impossível aprofundar qualquer coisa, pois quando você acreditar que as coisas acontecem de acordo com uma religião, doutrina ou filosofia somente, aí você se torna superficial.

O determinismo é a bactéria que pode infectar essa etapa da sua vida, e o antibiótico é a humildade e o discernimento do coração. Por isso alerto sobre o perigo de se fascinar com uma só doutrina, religião ou filosofia, achando que definitivamente decifrou todos os mecanismos do universo. Grande erro!

Estamos todos sem exceção, imersos em uma atmosfera plena de ignorância. Todos nós temos uma missão, cada ser com um propósito bem específico e definido, que se diferem de pessoa para pessoa. No entanto, todos nós, seres presentes na Terra, unanimemente viemos curar a ignorância. Pois bem, então se a ignorância é o mal da humanidade, dizer que os fenômenos do universo obedecem a apenas uma lei, regra ou fórmula, isso é arrogância.
Por isso, sejamos inteligentes pelo menos uma vez e definitivamente vamos abrir o coração para nos espiritualizar de maneira universalista, em que a melhor religião é aquela da orientação interior.

Existem ilimitados caminhos para acessar a luz divina, nós não conhecemos quase nada desse universo de possibilidades. Com muita humildade, sem determinismos e sem arrogâncias podemos aprender um pouco de tudo. Se você ?fincar o pé? em uma única religião ou doutrina, certamente você vai cometer o erro grave e destrutivo de ser superficial. Mesmo que você seja extremamente conhecedor dos ensinamentos a que segue, ainda assim, perante a grandiosidade do universo, se você apenas se aprofundar nessa linha, você será superficial. Você pode e deve aprofundar o seu conhecimento sobre um filosofia ou religião, mas se você ficar só nesse meio, isso pode ser um atraso de vida.

Vá criando a sua conduta interna baseada em quantas filosofias forem necessárias ou úteis, orientais, ocidentais, universais. Aprenda um pouco de tudo que tem por aí, vá se conscientizando das formas diferentes de ver Deus, mas lembre-se de usar seu leme, que é seu coração. Ele possui internamente a programação de cada ser, assim sendo, só ele tem a capacidade de dizer o que melhor para cada pessoa.

É importante aprofundar, mergulhar na essência da espiritualidade, sentir o coração pulsar nessa vibração, e com isso expressar esse amor em todas as células do seu ser.

EXIJA MENOS DO OUTROS E CURE A SI PRÓPRIO



Não seja um modelador de pessoas, modele a si próprio!

 Infelizmente a falta de paciência, a intolerância, a presunção, a arrogância e o controle são características negativas presentes na maioria das pessoas que vivem nesse planeta. Talvez pudéssemos excluir não mais que umas cem pessoas em todo o globo que talvez estão isentas dessas atitudes negativas. Portanto, essa é uma realidade presente na história das pessoas que vivem uma vida conhecida como normal, e mesmo que queiramos negar, basicamente somos intolerantes!
Onde isso repercute mais em nossas vidas?
Com certeza em diversas áreas de nossa existência, mas sem dúvida alguma, principalmente nos relacionamentos.
Tudo que criticamos em uma outra pessoa envolve a falta de tolerância, falta de amor ou compaixão. Queremos, em cem por cento dos casos, que a outra ou as outras pessoas se comportem como nós achamos que ela ou elas devem se comportar.  E o pior, costumamos gostar mais de uma pessoa, no sentido da afinidade mesmo, quando essa se comporta de forma mais parecida com aquilo que nós consideramos certo.
Não dá para negar que afinidades surgem naturalmente nas nossas vidas, e também não quero dizer que essas sintonias saudáveis entre pessoas não sejam importantes. Claro que são! Apenas quero lembrar que não costumamos nos relacionar com maior proximidade ou intimidade, com pessoas que não se comportam como achamos que elas devem se comportar. E de novo, não me refiro a conduta moral, ética e valores, porque é claro que esses aspectos precisam ser sempre ponderados nos relacionamentos que temos em todos os níveis. Não vou escolher um estelionatário para sócio, sabendo que o passado dele é envolvido por atitudes criminosas ou no mínimo suspeitas. Também teremos dificuldade de confiar em alguém que já agiu de modo errado em outra circunstância. Então devemos sim escolher relacionamentos que estejam na mesma sintonia de valores e código moral, mas as emoções... Essas nos enganam.
É comum você não gostar de uma pessoa simplesmente porque ela tem um tom de voz excessivamente grave, ou agudo, ou baixo, ou alto.  Como você tem registros internos de não tolerar oscilações de voz em qualquer pessoa, então quando conhece e se relaciona com alguém assim, nitidamente irá se irritar também.
Esse é apenas um exemplo.
Você pode ter uma crença interna que pessoas com sotaque do sul são antipáticas. Uma vez que você conhece alguém assim, imediatamente já se fecha porque não gosta daquele tipo de sotaque. 
Tudo que buscamos externamente traduz o que sentimos internamente. Estamos o tempo todo buscando conforto, buscando “acomodar” as nossas emoções da melhor maneira dentro de nós mesmos. Procuramos o conforto em todos os sentidos, é natural pois queremos nos sentir bem. É aí que um grande erro começa, pois sem querer, ou sem perceber, e pior ainda, sem ter o mínimo direito, começamos a modelar pessoas!
Modelamos as pessoas controlando os relacionamentos em todos os níveis, fazendo de tudo para que elas se comportem da forma como mais nos conforta!
Quanta arrogância!
Não se assuste, apenas reflita pois, eu faço, você faz e todos nós fazemos!  Aceite essa verdade atual, o amor incondicional ainda não está impregnado em nossas veias! O nosso amor é totalmente condicional.
Duvida de mim? Acha que eu estou exagerando? Acha mesmo?
Então vamos refletir um pouco...
Por que gostamos de determinada pessoa, seja em qualquer nível de relacionamento?
Porque necessariamente essa pessoa é alguém que também que nos retribui afetos, que faz coisas que nos agradam, que faz com que sintamos emoções positivas, certo?
E se essa pessoa parar de se comportar assim?  E se as atitudes dela não necessariamente agradarem mais?  Nós continuaremos amando essa pessoa?
Provavelmente manteremos um resquício de amor, mas muita coisa vai mudar nessa relação.  Salvo os casos de mães e filhos, em que podemos encontrar uma grande intensidade do verdadeiro amor incondicional, nas outras relações, dificilmente o magnetismo que une essa união irá continuar existindo. Isso porque não gostamos exatamente de uma outra pessoa, mas do que ela faz por nós, ou melhor, da emoção que ela desperta, como por exemplo: carinho, alegria, conforto, acolhimento, aceitação, etc.
E se a pessoa por meio de outras atitudes não mais estimular essas emoções em nós? Nós continuaremos a gostar dela da mesma forma?
Provavelmente não, exceto no caso de mães, como já comentado!
Quando as pessoas próximas a nós começam a ter novas ideias, novos caminhos, novos conceitos – porque todo mundo muda – e essa mudança não necessariamente agradar, nesse momento o nosso relacionamento com elas começa a se complicar. Complicar porque começamos a querer que a pessoa aja de outra forma, que certamente não será a que ela acha correta, mas a que nós entendermos ser! 
Nesse caminho, vamos ficando críticos, controladores, intolerantes, ardilosos, impiedosos, em resumo, nos tornamos modeladores de pessoas!
Esse não é um bom caminho! Definitivamente não é!
E qual a solução para isso? Como contornar tais situações tão comuns?
Aprendendo a aceitar as pessoas como elas são. Mantendo a liberdade nas relações, cultivando o respeito pelas vontades alheias e entendendo principalmente que ninguém, ninguém mesmo é responsável pela sua felicidade. Da mesma forma, jamais aceite o peso da responsabilidade de fazer alguém feliz.
Quando o comportamento de alguém lhe fizer mal, não tente mudar a pessoa, esse é o pior caminho, mais sofrido, mais tortuoso, mais custoso, mais escuro.  Nessas situações de divergências olhe para dentro de você e perceba quais são as emoções que surgem com a situação. É o ciúmes, o medo de perder, a necessidade de aprovação, a ansiedade, o pessimismo, seja qual for a emoção negativa, preste atenção nela e não dê tanto foco naquelas atitudes alheias que você julga equivocada.
Dando atenção ao seu Eu interior você perceberá que sempre busca relações que lhe tragam conforto emocional de acordo com suas crenças, e que sempre que esse seu (e unicamente seu) código emocional interno for quebrado por atitudes alheias julgadas por você como destoantes, então as mágoas, os conflitos e as confusões começarão.  Uma vez que você parar de procurar relações com o objetivo de confortar as suas emoções internas, mas principalmente com a ideia de conviver bem com o mundo, encontrando plenitude e bem viver, você perceberá uma mudança drástica na qualidade de seus relacionamentos.
Não seja um modelador de pessoas, seja um modelador de emoções negativas em positivas, porque esse é o segredo para estabelecer relações pautadas no amor e consequentemente na verdade, ou melhor dizendo: a verdade que liberta!

Por: Bruno Gimenes