segunda-feira, 4 de junho de 2012

Visualização





Visualização

 “A maior descoberta da minha geração é que os seres humanos,
ao alterarem as atitudes interiores da sua mente,
podem mudar aspectos exteriores da sua vida.”


(William James)


A visualização é uma poderosa ferramenta capaz de mudar a nossa vida.
Patrick Fanning em seu livro “Visualizar para mudar” diz que cinco minutos de visualização podem eliminar horas de dias, ou mesmo semanas de ações ou pensamentos negativos. Ele sugere três sessões de cinco minutos por dia podem mudar um hábito que levou anos para se formar e se fortalecer. Ele sugere o tratamento de 21 dias.
Muitos de nós nos perguntamos: o que é visualizar? É como sonhar, meditar, ou algo parecido com hipnose, ou experiência mística, ou religiosa?
Bem, a definição é - a criação consciente intencional de impressões sensoriais mentais, tendo em vista a transformação.
A primeira palavra é criação, que envolve todo o processo criativo, que, normalmente, é fantástico ou impossível. Visualizar um problema não é pensar nele.
A segunda palavra, consciente, separa a visualização dos sonhos, pois esses ocorrem num estado inconsciente.
E, na visualização, eu escolho, conscientemente, de uma forma intencional (que é a próxima palavra), o lugar o objetivo e o conteúdo da minha visualização.
A expressão impressões sensoriais mentais serve para nos lembrar que a visualização não implica ver, mas gerar imagens mentais, que podem aparecer na forma de sons, sabores, aromas, sensação de calor, frio, textura e assim por diante.
Quanto mais eu utilizar os meus sentidos para perceber esta “visualização”, mas potente ela será.

TIPOS DE VISUALIZAÇÃO:


Visualização receptiva

Envolve ouvir inconscientemente. Essa é a forma mais simples no qual fechamos os olhos, relaxamos e esperamos ver o que surge na nossa mente.
Podemos definir, inicialmente, uma cena básica ou fazer uma pergunta e esperar que a resposta apareça. É particularmente útil para analisar as resistências a alguma mudança de vida, para revelar os verdadeiros sentimentos, quando nos encontramos ambivalentes, ou para trazer à luz imagens ou símbolos pessoais de mudança, esclarecendo o que realmente estamos defrontando.

Visualização programada


Diferente da visualização receptiva, quando ouvimos o inconsciente, a visualização programada implica conversar com ele. Explicamos e criamos detalhadamente o que desejamos ver, ouvir, sentir e manipulamos o que criamos a partir de um roteiro pré-determinado. Permanecemos num certo controle consciente.
Esta visualização se mostra adequada à consecução de metas, a melhora de desenvolvimento atlético, aceleração de cura de lesões e a intensificação de imagens em geral.

Visualização dirigida


Na verdade, esta é uma combinação das duas anteriores. Uma cena é detalhadamente definida, deixando de fora certos elementos cruciais, que serão determinados pelo subconsciente. A maior parte das visualizações é desse tipo.
Regras para uma visualização eficaz:


Basicamente, criar, manipular e intensificar as impressões sensoriais positivas. Para facilitar Flamming sugere três regras.

1) Deitar-se – segundo ele a posição ideal é a deitada, pois é a mais relaxante. Você pode inclusive fazer um relaxamento para sentir o seu corpo mais confortável. Nunca cruze mãos, nem pés.

2) Fechar os olhos – suavemente sem apertar as pálpebras para que elas não fiquem travadas. E alguns sugerem que vire-se o globo ocular ligeiramente para cima e para dentro.

Segundo experiências, aumentam as ondas alfas cerebrais. Mas o importante é fechar os olhos, impedindo a entrada do mundo exterior e dos inúmeros objetos que atraem e estimulam a nossa atenção.

3) Relaxar – essa é a regra mais importante de todas. Mais da metade dos benefícios da visualização provém de um simples relaxamento.
Quando você relaxa, seu cérebro produz também ondas alfa, que estão associadas a sentimentos de bem-estar e a uma percepção mais intensa, criativa e receptiva a sugestões positivas.

4) Criar e manipular impressões sensoriais – use todos os sentidos; a visão costuma ser o sentido predominante nos seres humanos de modo que chamamos de visualização; mas aqueles que são auditivos ou olfativos, gustativos, táteis, sonoros terão outros tipos de percepção.
Transforme as abstrações e a linguagem em imagens. Por exemplo, se você for pensar numa palavra procure sentir esta palavra, ouvir alguém pronunciando, visualizá-la na forma de um símbolo, de uma cor, de um cheiro. Confie na sua intuição. Nada é mais importante do que seguir o seu coração ao decidir como estruturar a sua visualização, determinar quais técnicas usar, quais imagens escolher ou quais seqüências a seguir.

5) Intensificar e aprofundar – aprofunde o relaxamento. Isso acontece naturalmente à medida que se envolve cada vez mais com as imagens. Mas você pode se distrair ou ficar tenso devido a imagens negativas.
Dedique então um momento para aprofundar o relaxamento, inserindo algumas imagens que favoreçam esse estado. Intensifique as percepções sensoriais, acrescentando detalhes, movimentos, profundidade, estilo, contraste. Faça um intercâmbio entre os diferentes sentidos, ver, ouvir sons, ouvir a direção dos sons, saborear, sentir o cheiro, tocar o duro ou o macio, tocar o áspero ou o suave, tocar o quente ou o frio, tocar o molhado ou o seco, tocar a si mesmo ou outra pessoa, sentir os diversos tipos de dor, sentir o movimento do corpo, sua posição no espaço, incluindo o senso de equilíbrio e a sensação de vertigem.

Sentir as sensações internas, náusea, fome, fadiga, sensação característica associada a emoções, como o medo, a raiva, a depressão, a excitação. Tire vantagem do fato de que todos os seus sentidos trabalham em conjunto para confirmar e completar as impressões. Inclua emoções adequadas.
Se surgirem emoções contraditórias ou negativas, enquanto você estiver visualizando, conceda-se mesmo algum tempo para vivenciá-las e explorá-las. Mas se começarem a ficar muito forte afaste-se da cena e visualize uma outra. Se as imagens dolorosas persistirem encerre a sessão.
Crie metáforas. Essa técnica encontra-se no cerne da visualização. A visualização eficaz não progride racionalmente. Acrescente detalhes às metáforas, adornando-as com símbolos. Esta é a linguagem mais rica para o seu inconsciente.

6) Enfatizar o aspecto positivo no presente – encerre cada sessão com uma visualização positivamente. Sinta que vai divertir-se e se dar bem.
Caso não veja ou sinta alguma coisa que está procurando, imagine que ela está presente. Veja a si mesmo bem no futuro. Inclua conseqüências positivas de alcançar a sua meta. Veja-se a si mesmo, praticando aquilo que você deseja.
Tenha um visão global. É de grande utilidade ver o universo, como um sistema que colabora com os teus desejos. Crie um contexto no mundo, um lugar onde isso está se realizando.

7) Suspender o julgamento – aguarde o inesperado. Não tente criar uma visualização. Deixe que o seu cérebro criativo te surpreenda. Aceite o que receber. Nenhuma situação é má ou errada. Confie em você mesmo.
Todos os especialistas podem oferecer imagens para serem usadas para esse ou aquele objetivo, porém a melhor imagem é aquela criada por você mesmo.

8) Explorar a resistência – cada vez que você usar a visualização para responder uma pergunta, resolver um problema, pergunte a si mesmo se realmente deseja obter a resposta e quer resolver esse problema. Você sente que merece o que procura? Você está disposto a aceitar qualquer coisa que surgir, mesmo que não se pareça com o que você esperava? Se você acha que está resistindo a essas perguntas, investigue e resolva: primeiro, a resistência.
Você precisa ter uma atitude positiva e unidirecional para conseguir os melhores resultados.

9) Usar afirmações – afirmar alguma coisa é torná-la firme, dá-lhe forma, substância e permanência. A afirmação é uma declaração forte, positiva e fecunda de que algo já é de determinada maneira. Ela deve ser simples, curta e destituída de limites.
Como as afirmações funcionam?


As afirmações reprogramam ou substituem as declarações negativas que povoam a sua mente.

Elas também atuam como lembretes para que você suspenda o seu julgamento e ponha as dúvidas de lado.

10) Assumir a responsabilidade – a visualização é uma maneira de estabelecer um senso de controle na sua vida. Esse último é uma aparte essencial à saúde física e emocional. Você deve assumir responsabilidade por aquilo que você cria através da sua visualização, pois você é responsável pela sua vida. Até mesmo por aquilo que parece acidental ou fora do seu controle.
Você é a causa da sua vida. Seja ético!

11) Praticar sempre – a visualização é uma ferramenta para mudança que fica mais afiada com o uso. Você deve usá-la diariamente para diversos tipos de mudança.
As primeiras imagens poderão parecer monótonas e sem vida, como meras descrições verbais que atravessam a sua mente, você terá a impressão de estar inventando tudo. Mas com a prática elas ficarão mais vívidas e parecidas com o verdadeiro ver, ouvir e tocar.

12) Ser paciente – a visualização é uma técnica que leva tempo para ser aprendida. É como qualquer outro aprendizado. E isso inevitavelmente requer tempo e progride através de uma série de etapas e não numa progressão retilínea. Lembre-se!

13) Utilizar ajuda quando útil – existem muitas coisas que podem estimular a visualização enquanto ela ocorre: a música, instruções gravadas em fita, sons da natureza, como o da rebentação das ondas, o canto dos pássaros, máscaras para dormir, tampões de ouvido, chacoalhar ou batucada rítmica, focalizar um iantra, entoar um mantra.
Além do que você pode enriquecer sua visualização, incorporando imagens ou histórias compiladas de suas leituras de contos de fada, folclore primitivo, psicologia, mitologia, arqueologia, religião e etc.
As antigas tradições dizem que devemos ter um mestre, um conselheiro, guru ou guia. Até mesmo um colega para ajudar a dominar uma disciplina mental. Não importa como você o chame, mas é extremamente útil ter alguém para conversar e compartilhar as dificuldades ao praticar as visualizações não só para ajudar a alcançar a profundeza do seu entendimento, como também para nos trazer inspiração. Um outro auxílio bastante útil é um diário das suas visualizações. Registrar essas experiências, pensamentos e sentimentos gerados, são de grande utilidade.

COMO FUNCIONA A VISUALIZAÇÃO CRIATIVA

Para compreendermos melhor o processo é bom lembrarmos de algumas coisas. O universo físico é energia. A física nos ensina que nós e que tudo que está a nossa volta é constituído de energia. A energia vibra com freqüências diferentes e, portanto, apresenta-se em formas diferentes. A energia é magnética. E uma das suas leis é que determinada espécie ou vibração tende a atrair energias do mesmo tipo. A forma segue-se às idéias. Um pensamento ou idéia sempre precede à sua manifestação. O simples fato de você ter uma idéia e conservá-la na sua mente, é uma energia que tenderá a atrair e a criar a forma em que estão no plano material. A lei da radiação e da atração diz que colhemos o que semeamos.
Do ponto de vista prático, significa que atraímos para nossa vida as coisas que pensamos com maior freqüência e com maior força e que desejamos com mais ardor, e mais vividamente imaginamos.
Porém, quando estamos pessimistas, receosos, inseguros e preocupados, tendemos a atrair esses mesmos acontecimentos, situações ou pessoas que procuramos evitar.
Como vimos, a visualização criativa é um processo. E a mudança não ocorre superficialmente através de um mero pensamento positivo. Na verdade, ele envolve uma série de explorações, descobertas e alterações de nossas atitudes básicas em relação a vida. É por isso que o uso da visualização criativa pode vir a transformar-se num profundo e significativo processo de crescimento.
Durante esse processo, muitas vezes descobrimos como estamos impedindo o nosso próprio potencial de se realizar plenamente. E prejudicando a nossa capacidade de obter satisfação com a vida devido aos nossos temores e sentimentos pessimistas.


Bibliografia:

KING, Serge. Imaginação ativa. S. Paulo. Pensamento. 1997.
DENNING, Melita. A visualização criativa. S. Paulo. Siciliano. 1989.
EPSTAIN, Gerald. Imagens que curam. Rio de Janeiro. 2 edição. 1989.
GAWAIN, Shakti. Visualização criativa. S. Paulo. Pensamento. 1995.
RIBAUT, Juan. A imaginação. S. Paulo. Roca. 1901.
FANNING, Patrick. Visualizar para mudar. S. Paulo. Siciliano. 1993.

Ana Lúcia de Mattos Santa Isabel

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Diga obrigado

Por: Frank Jude Boccio

Conte suas bênçãos e achará que até mesmo um dia rotineiro ou ruim é preenchido com presentes preciosos
 

Tradução: Thays Biasetti

Superficialmente, gratidão parece algo como se você estivesse em dívida com alguém por cuidar de você de alguma maneira, mas olhando profundamente, você verá que o sentimento é, na verdade, uma consciência maior de sua conexão com tudo mais. A gratidão flui quando você sai do ponto de vista pequeno e autocentrado – com suas ferozes expectativas e demandas – e e aprecia que através dos trabalhos e intenções e até mesmo da simples existência de um número inconcebivelmente grande de pessoas, padrões climáticos, reações químicas e afins, que lhe foi dado o milagre de sua vida, com toda a bondade de hoje.

Quando você desperta para a verdade dessa incrível interconectividade, você é espontaneamente preenchido com alegria e apreciação. É por essa razão que uma das práticas mais transformativas que você pode participar é o cultivo da gratidão. Patanjali escreveu que santosha (contentamento ou apreciação pelo que você tem) leva a uma alegria sem igual, enquanto outros textos yógicos dizem que esse sentido de apreciação é a “alegria suprema” que naturalmente leve à realização do Absoluto. Ainda bem que gratidão pode ser cultivada. Apenas é preciso prática.


Ame os presentes que recebe
Se você é como a maioria das pessoas, você nota as coisas que dão errado mais frequentemente do que as que dão certo. Os seres humanos parecem ligados em perceber como a realidade falha em encontrar alguma idéia de como eles pensam que as coisas deveriam ser. Quantas vezes por dia você fica desapontado ou frustrado porque os outros não supriram suas expectativas? Se você limita sua atenção em como a vida o desaponta, você se cega para os presentes inumeráveis que recebe todo o tempo.

Você pode acabar com essa situação frustrante mudando conscientemente sua atenção. Comece prestando atenção à realidade do que é em vez do que você deseja que aconteça. Independentemente de quão diferente seja qualquer momento da vida do que tinha imaginado, há muito por ser grato.

Em uma reunião de família, por exemplo, considere o esforço que sua família fez para ficar junta; os veículos que levaram todos ao mesmo lugar; a casa que se reuniram; a comida; etc.

É, como o monje budista vietnamita Thich Nhat Hanh diz, o presente de todo universo. Quando para e olha de verdade, você vê que está apoiado continuamente de diversas maneiras. Essa é a maior sabedoria do Yoga, a verdade de interser, da não separação.

Para começar a prestar atenção a como total e completamente você é apoiado, você tem que sair da cela apertada do Self. Quando tem uma visão mais equilibrada da realidade, você fica menos preocupado em não alcançar suas expectativas, e mais presente ao o que é dado. Você fica mais apreciativo do que tem, e vendo quão dependente você é de outros, você cresce em generosidade, desejando pagar pelo menos uma parte de sua dívida.



Obrigado, mãe!
Para começar a cultivar a gratidão, ajuda estar consciente de alguns dos obstáculos mais perniciosos; frequentemente são esses bloqueios que fornecem a oportunidade de prática. Uma dos obstáculos mais óbvios é a falha em notar o que temos – um tento, uma família que nos ama. Então, a primeira coisa a fazer é começar a prestar atenção ao que tem!
E assim as expectativas podem ser um obstáculo. Quando você espera algo, você tende a não prestar atenção. Você toma como certo. Use suas expectativas como lembretes de cultivar a gratidão.

Outro grande obstáculo, e também outra oportunidade de cultivar a gratidão, é a armadilha de se sentir intitulado. Gratidão pode não aparecer espontaneamente quando o lixeiro leva seu lixo, já que ele está fazendo “o trabalho dele”. Mas o fato é, independentemente da motivação dele, você está se beneficiando de seus esforços e pode encontrá-lo com uma expressão de gratidão.

Uma prática formal de cultivar gratidão, desenvolvida no Japão por um praticante do Budismo da Terra Pura, é conhecida com Naikan, que significa “olhar para dentro”. É um método estruturado de autorreflexão que encoraja um exame objetivo de si mesmo e seu relacionamento com o mundo.

De um modo profundo, Naikan é praticado em retiros com mestres e do amanhecer até a noite, todo dia da semana. Você senta e reflete sobre sua mãe – o que recebeu dela, o que deu para ela, e quais problemas você causou para ela. Além disso, você reflete sobre sua vida, e sua relação com sua mãe. Então, muda para seu pai, irmãos, etc.

Naikan pode também ser praticado diariamente. As recompensas serão imediatamente evidentes no surgimento de um senso natural e profundo de gratidão e apreciação de sua vida e de todos os presentes que recebe diariamente – presentes que sempre acontecem, mas que passam despercebidos e pouco apreciados.

A prática de Naikan pode levá-lo à realização que você na verdade rico, e que não apenas não está sozinho, mas é verdadeiramente apoiado pelo universo! Você pode até perceber a verdade na exortação do místico do século 13 Meister Eckhart: “Se a única prece que diz a vida inteira é ‘obrigado’, isso será suficiente.”Frank Jude Boccio é autor de Mindfulness Yoga. www.mindfulnessyoga.net

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Os 12 princípios da inteligência espiritual



Danah Zohar. Formada pelo MIT – Massachusetts Institute of Technology, dá aulas sobre liderança em Oxford, na Inglaterra, e escreve livros sobre física quântica – alguns já publicados no Brasil (clique aqui para vê-los). Deu uma “aula” estimulante não sobre ecologia, mas sobre inteligência espiritual – tão necessária para que a as ações pelo meio ambiente encontrem eco em toda a sociedade.

“Inteligência espiritual tem a ver com o que eu sou, com os meus valores”, lembra a pensadora, que avisa: precisamos alimentar essa inteligência para motivar a cooperação – entre a família, a comunidade, os países. Só assim vamos encontrar soluções positivas para o planeta, e nos encontrar nessa busca também.
Acompanhe o que Danah expôs sobre os princípios da inteligência espiritual – e motive-se!

1.Tenha pensamentos positivos, sempre. Não pense como vítima das circusntâncias, pense que sofrer é uma oportunidade de ser forte. “A crise econômica atual” é uma oportunidade de pensar nossos valores”, lembra Danah.

2. Descubra quem você é. O que me faz levantar de manhã? Para que eu vivo, por o que daria minha vida? O que me motiva para fazer coisas todos os dias? Quem eu sou realmente? Comprar, trabalhar, sair com os amigos faz parte de nosso universo, mas o “ser” é mais do que isso. Quando eu digo “minha vida é minha oração”, significa saber que minha vida é um ´presente de Deus e que precisamos fazer a diferença nesse planeta.

3. Tenha humildade. Precisamos saber que o que fazemos parte de um sistema, e que precisamos prestar atenção nos outros, lembrando que existem diversos pontos-de-vista – não o seu, unicamente.

4. Viva a compaixão. A origem dessa palavra significa “sentir com”. Sentir a dor do outro como se fosse a sua dor. “Eu não somente cuido dos pobres, eu sou pobre. “O planeta é parte de mim – nascemos quando o Big Bang surgiu”. Lembre-se sempre: eu sinto que sou você, e que você sou eu.

5. Reveja seus valores. Precisamos pensar menos em “eu, mim” e mais em “nós, nossos”. E precisamos rever nossos valores para servir uns aos outros. Compo fazer isso? “Pergunte a você mesmo, qual é o melhor que você pode dar”.avisa a filósofa.

6. Viva o presente. Tire o peso do passado e das preocupações – e viva o agora!

7. Estamos conectados, e o jeito que vivo minha vida afeta a vida do outro. “Se me sinto negativo, espalho essa negatividade para minhas relações, minha comunidade. Mas se me sinto esperançosa e que posso fazer melhor, espalho essa atitude para as outras pessoas”.

8. Responda a uma questão fundamental: sempre perguntar porquê! Nós nos fechamos a verdade se não questionamos.

9. Mude a sua mente, seus paradigmas, e coloque seus pontos-de-vista sob uma nova perspectiva. Isso é muito necessário no meio empresarial, destacou Danah. “Precisamos de uma revolução do pensamento também nas lideranças e na educação”. Educação significa memorização, imposição? Ou é ajudar as crianças a fazerem boas perguntas? “A mídia também precisa rever o seu papel e ajudar as pessoas a formarem consciência crítica.

10. Valorize seus princípios, mesmo que sejam impopulares. Entretanto, não seja arrogante de que está certo, mas questione-se. Escute os outros, mas veja o que você quer acreditar, para o que você quer lutar.

11. Celebre a diversidade. Isso não significa numa empresa, por exemplo, colocar uma mulher ou negro num cargo alto, mas construir um pensamento do que significa a diferença para você, e o que ela tem a te ensinar. Dizer “obrigada por ser diferente, por me fazer questionar a mim mesmo”.

12. Descubra a sua vocação, o seu propósito de vida e em como você pode fazer a a diferença. “Você não precisa ser o Gandhi ou o Barack Obama. Cozinhar um bolo pra sua família, um pai que vai brincar com seu filho, dando o seu melhor, é uma maneira de servir a humanidade com o melhor que temos”.

Para terminar, um recado aos educomunicadores e educadores em geral: “eu chamo a todos para a revolução não-violenta, onde as novas tecnologias podem mudar o mundo, sim, e que é preciso acreditar que você pode fazer a diferença”.



http://belezasustentavel.wordpress.com/2009/05/07/os-12-principios-da-inteligencia-espiritual/

quinta-feira, 24 de maio de 2012

A ARTE DE NÃO ADOECER



Se não quiser adoecer - "Fale de seus sentimentos"
Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam por tornar-se em doenças tais como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna. Com o tempo, reprimir os sentimentos degenera-nos e cria doenças tais como cancro. Então vamos desabafar, confidenciar, partilhar a nossa intimidade, os nossos segredos, os nossos defeitos. O diálogo e a palavra são um poderoso remédio e uma excelente terapia.

Se não quiser adoecer - "Tome decisão"
A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagens e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

Se não quiser adoecer - "Busque soluções"
Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação e o pessimismo. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.

Se não quiser adoecer - "Não viva de aparências"
Quem esconde a realidade finge, cria uma máscara, quer sempre dar a impressão de que está bem, quer mostrar-se perfeito, etc., e acumula toneladas de peso... uma estátua de bronze, mas com pés de barro. Nada pior para a saúde do que viver de aparências e máscaras. São pessoas com muito verniz e pouca raiz.

Se não quiser adoecer - "Aceite-se"
A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos, destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceite, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia.

Se não quiser adoecer - "Confie"
Quem não confia, não se comunica, não se relaciona, não cria ligações profundas, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e na vida.

Se não quiser adoecer - "Não viva sempre triste"
O bom humor, o riso, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive. "O bom humor salva-nos das mãos do doutor". Alegria é saúde e terapia.

Por Dr. Dráuzio Varella 

ABRAÇAR ÁRVORES


Uma alternativa para renovar as energias

O dia a dia em grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro pode deixar qualquer pessoa sem energia. Existem vários métodos para repor o vigor e encontrar o equilíbrio da mente.

Yoga, Tai Chi Chuan e meditação são algumas das práticas mais comuns. Para quem gosta de variar e conhecer novas técnicas existe um gesto muito simples que consiste simplesmente em abraçar árvores.

Quem abraça árvores, em busca de novas energias, garante que não há mistério. "Para se conectar a pessoa precisa se desligar dos problemas, colocar os pés na terra, ouvir os sons da natureza, canto dos pássaros, vento nas folhas, sentir que ele e natureza são um", é o que ensina a praticante e terapeuta holística Helena Lambrou. O ideal é encontrar uma árvore com a qual se identifique.

"A pessoa deve se aproximar de uma árvore grande e frondosa a qual ela se afine energeticamente", é o que explica José Douglas, professor de Tai Chi Chuan. Os praticantes revelam que é preciso que todo o corpo entre em contato com o tronco. Testa, tórax, ventre, e principalmente, a coluna não devem ficar de fora. O recomendado é ficar em contato com a árvore por cerca de cinco ou dez minutos. "Depois deverá agradecer a natureza a oportunidade de receber e trocar suas energias com a da árvore", lembra José.

A terapeuta holística revela que as plantas que já foram machucadas não são recomendadas: "As com casca arrancada ou marcadas com escrita e desenho passam a ser hostis. Árvores com fungos ou buracos estão doentes e devem ser evitadas", completa. Os especialistas garantem que não somos nós quem escolhemos as árvores, são elas que nos escolhem.

Helena Lambrou conta que ao abraçarmos uma árvore sentimos os nossos pés afundarem da terra, como se criassem raízes. "Um fluxo de energia corre através das mãos encostadas no tronco por todo o corpo", ressalta a terapeuta. "Depositamos todas as nossas energias perversas: dores, raiva, ódio, ansiedade etc e recebemos amor, carinho, paciência, resignação e compaixão, características dos elementos naturais", complementa José Douglas.

O resultado dessa troca não poderia ser outro a se não tranquilidade. Helena explica: "O fluxo renova nossas energias, muda nossos padrões vibratórios e mentais. Mudando-se o padrão, automaticamente vemos melhora até no nosso humor. O corpo fica mais leve, nossos movimentos menos bruscos. Algumas pessoas se curam de depressão". O professor de Tai Chi Chuan afirma que a natureza é fundamental para a nossa sobrevivência, deixamos o que é ruim e ela libera para nós as energias boas.

Segundo os especialistas, o que ocorre quando abraçamos uma árvore é uma troca de energias. Helena expõe que não é energia boa ou ruim, somente energia velha. "Ela (a árvore) não fica com as energias menos boas, a energia ?velha? é aterrada com as raízes e vai para a terra". Já José Douglas diz que há energias más. O que acontece é que a natureza sabe como aproveitá-la. "As energias perversas que depositamos na árvore será absorvida e transmutada para serem utilizadas por outros seres humanos, animais etc, que necessitem das mesmas".

Para finalizar, Helena garante que a pessoa que quiser ter a experiência não pode criar expectativas, precisa deixar acontecer: "Normalmente, é uma surpresa o chamado da árvore. Pode até ser uma que cruze o nosso caminho todo dia. Não prestamos atenção, mas ela já nos ?conhece?".

Por Bianca de Souza (MBPress)

Fonte: http://vilamulher.terra.com.br/abracar-arvores-uma-alternativa-para-renovar-as-energias-11-1-69-343.html